Não deixe os pratos caírem.

CRÔNICAS DE NEGÓCIOS

Não deixe os pratos caírem

Quando eu era diretor de comunicação da Widesoft, escrevi uma breve história da empresa e a enviei para a I-Sales, uma lista de discussão em inglês, lida por mais de 15 mil pessoas em todo o mundo. No contexto "tricotei" cuidadosamente uma referência a uma frase de Jennifer Bessye Sander, colunista do USA Today, e ao livro "The New Pioneers", de Tom Petzinger, colunista do Wall Street Journal.

John Audette, editor da I-Sales, gostou tanto da história que a publicou também em seu boletim "Adventive Report – The Internet Knowledge Exchange", enviado para mais de 110 mil assinantes. Você encontra o texto original em inglês aqui.

Como conseqüência, recebemos e-mails de pessoas e empresas de várias partes do mundo, e fui entrevistado por uma jornalista da Nova Zelândia e outra dos Estados Unidos, que publicaram para seus leitores uma matéria sobre a empresa. Esta última, em uma publicação especializada em outsourcing, justamente a área onde atuávamos, para um público de 150 mil leitores. Você pode ler o original aqui. 

Quando isso aconteceu, iniciei uma correspondência com Tom Petzinger, colunista do Wall Street Journal, contando que o comentário sobre seu livro tinha alcançado quase 300 mil leitores em todo o mundo, somados os leitores de I-Sales, Adventive e Outsourcing Journal. Sem falar na Nova Zelândia e no boletim e páginas da Widesoft, onde a história foi também publicada.

Em textos que publiquei mais tarde, mencionei também estes veículos e informei isso a seus responsáveis, criando mais uma rodada de boca-a-boca. Certamente eles também tinham interesse em contar a seus leitores e amigos onde suas marcas estavam sendo citadas.

Quando bem feito, um networking assim pode durar meses e envolver milhares de pessoas sem perder sua força. Geralmente pensamos em explorar o boca-a-boca para ter outras pessoas falando de NOSSO negócio. Mas é importante entender que a reciprocidade é o que cria eco. Estou falando de promover empresas que ajudaram, ajudam ou ajudarão, de alguma maneira, nossa empresa. Aqueles que já são nossa "boca" para o "boca-a-boca".

Um cliente satisfeito é o melhor canal para transportar nossa mensagem Mas geralmente nos esquecemos daqueles de quemNÓS somos os clientes satisfeitos. Também podemos e devemos promover empresas, serviços ou pessoas que nos ajudaram.

Criamos assim um moto-perpétuo, aquela maquininha hipotética que nunca pára de funcionar, mesmo sem uma fonte de energia externa. Fazer networking é ser malabarista chinês, daqueles que mantém os pratos rodando na ponta das varinhas. Ter outros como "boca" do boca-a-boca, é tão importante quanto ser a"boca" para outros e nunca deixar os pratos caírem.

Mario Persona é consultor, escritor e palestrante. Esta crônica faz parte dos temas apresentados em suas palestras. Veja em www.mariopersona.com.br

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