A carreira mais importante do mundo

A carreira mais importante do mundo
por Mario Persona



De vez em quando algum jovem me pergunta sobre qual carreira seguir. É uma preocupação importante, mas como avaliar uma carreira?


Se pudesse voltar no tempo, eu escolheria a carreira mais importante do mundo. Para começar, a escolha não seria baseada em salário. Antes de discordar, pegue uma lista de milionários e verá que a maioria continua trabalhando, apesar de suas fortunas. Eles teriam se aposentado há muito tempo, se trabalhassem apenas por dinheiro.

Se estamos falando da profissão mais importante do mundo, então ela não poderia estar entre mais recentes. Ainda que você ache sua profissão o máximo, se a humanidade sobreviveu sem ela até há pouco, não deve ser tão importante assim. A população do planeta conseguiria superar sua falta.

Estou falando de uma carreira milenar. Se acha retrógrado pensar assim, olhe ao redor e você encontrará profissões que têm servido a humanidade há milhares de anos. Agricultor, arquiteto, médico, carpinteiro, músico, metalúrgico… a lista é imensa.

Elas fornecem produtos e serviços sem os quais seria impossível a civilização tal qual a conhecemos. Então, a profissão mais importante do mundo precisaria também fornecer um produto, serviço, ou ambos.

Então eu gostaria de estar envolvido da produção ao aperfeiçoamento do produto. Mesmo que eu terceirizasse a produção e ficasse só com o aperfeiçoamento, nem por isso ela deixaria de ser a profissão mais importante do mundo.

Com ela a minha marca pessoal ficaria estampada em cada produto, e no futuro as pessoas se lembrariam de mim como responsável por seus benefícios. Já pensou ter uma carreira que perpetue seu nome por muitas gerações?

Pense numa profissão com o poder de influenciar os grandes líderes mundiais, ou que estimule a indústria, o comércio e a geração de empregos. É essa a profissão que eu gostaria de ter. Com ela, eu chegaria ao fim da vida na certeza de que minha carreira não foi em vão, e que de algum modo contribuí para o benefício da humanidade.

Minha carreira deveria permitir que eu continuasse nela mesmo quando perdesse a saúde ou a força física para as tarefas mais pesadas. Eu abriria mão da produção e da administração para ficar no conselho da empresa. Conselheiro! Sim, esta seria uma bela posição para coroar minha carreira.

Das pessoas que conheço atuando nessa profissão, algumas são felizes por poderem se dedicar a ela em tempo integral. Outras são obrigadas a acumular uma ou duas carreiras adicionais, porém isso não diminui o brilho da profissão mais importante do mundo.

Eu poderia trabalhar só ou em equipe, mas ainda assim minha participação individual seria lembrada e as pessoas saberiam que foi comigo que tudo começou. Não pense que eu esteja divagando; a profissão mais importante do mundo realmente existe, e se não fosse por ela eu e você não estaríamos aqui.

Infelizmente não é a minha profissão. Eu bem que gostaria de tê-la escolhido, mas não estava qualificado. Então, como uma espécie de prêmio de consolação, eu me contentei em seguir a segunda carreira mais importante do mundo. Ser pai.

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O Fascinante Império de Steve Jobs: Como um dos Líderes mais Criativos do Mundo Transformou um Negócio de Garagem em uma Empresa que Vale Bilhões
MICHAEL MORITZ

No início dos anos 1980, Michael Moritz, era um jovem jornalista da revista Time, e obteve acesso irrestrito aos bastidores da Apple Computer, uma até então, conhecida empresa de tecnologia de ponta. Sua tarefa era realizar uma crônica sobre a primeira década da Apple. O resultado está neste livro e leva os leitores à infância de Steve Jobs e Stephen Wozniak e mostra como eles saíram do colégio e fundaram a Apple, em 1976. De um hobbie de garagem para a Fortune 500. O fascinante império de Steve Jobs é o livro definitivo sobre a Apple, um retrato fascinante sobre as brigas e intrigas que rodeiam a criação de qualquer grande empresa.

O autor oferece suas perspectivas contemporâneas sobre as realizações de Jobs e seu retorno à Apple, neste livro que se tornou um clássico. Siga os passos de Steve Jobs na ocasião da sua demissão sem cerimônias da Apple, sua longa luta para erguer a empresa de computadores NeXT e a aquisição do então obscuro estúdio Pixar, em 1986. Finalmente saiba como Jobs reemergiu na Apple no final dos anos 1990 e trouxe novos ares para uma empresa em decadência que foi transformada em objeto de desejo para todos.

Leitura obrigatória para empreendedores, executivos, profissionais de administração que pretendem conhecer o modelo de gestão da empresa e a formação da personalidade do CEO que mudou o mundo dos negócios, duas vezes.



Alterego virtual

Alterego virtual
por Mario Persona



A família inteira correu para o computador, quando uma voz nada familiar invadiu o mezanino da casa onde morávamos. Estávamos em 1997 e eu acabara de fazer minha primeira conexão de voz usando um programinha paleolítico que veio num disquete de revista. Naquele tempo os programas de Internet eram baixados das bancas.


A conexão estava por um fio e qualquer solavanco era capaz de derrubá-la. Quando caía, era preciso ficar discando para o provedor de Internet até conseguir linha e ouvir o teré-té-té do modem, cuja embalagem dizia ser “High Speed”.

– Hello? – arrisquei, sem saber com que língua o outro teclava.

– Hi, how are you? – respondeu a voz alienígena dando início a um papo furado que iria durar mais de uma hora.

Dez anos depois interagir online com pessoas de outros lugares tinha virado lugar comum. Então alguém inventou uma mescla de game “Wolfenstein 3D” com shopping, clube de campo e danceteria e batizou aquilo de O “Second Life”. O serviço prometia a possibilidade de você ser uma pessoa diferente em um outro mundo, enquanto interagia com pessoas que não eram o que diziam ser neste mundo. Em 2007 decidi experimentar a tal da segunda vida.

Digitei www.secondlife.com e tentei criar meu Avatar – era assim que chamavam o bonequinho mal acabado que devia ser a segunda via de mim. Logo descobri que não podia ser eu mesmo. Podia ser “Mario”, mas não “Persona”, já que era obrigado a escolher o sobrenome de uma lista que não tinha o meu. Tinha “Pessoa”, então decidi ser “Mario Pessoa”. Num mundo virtual em inglês eu virei português!

Mesmo assim fui barrado. Alguém tinha escolhido ser eu antes de mim. Voltei para as opções de sobrenome e encontrei um muito estranho: “Falta”. Na falta da opção de usar meu próprio nome e sobrenome, digitei “Achei” no campo do nome e escolhi “Falta” por sobrenome. Beleza, no “Second Life” eu sou o “Achei Falta”. Nem preciso dizer que o nome estava disponível.

Clica aqui, clica ali, e no campo da data de nascimento, o exemplo dado era “1980”. Será que nascidos em 1955 eram velhos demais para brincarem ali? Fiz de conta que não entendi e escolhi um Avatar nada parecido comigo, por absoluta falta de modelos velhos e barrigudos. Eram todos jovens e sarados.

Cliquei que li o contrato que não li, e baixei 30Mb de programa… só para receber um aviso de que minha placa de vídeo era incompatível! Para quem nasceu em 1955 e tem uma placa de vídeo igual à minha, pelo jeito a opção é assistir desenho animado em parede de caverna. Depois dos sem-terra e sem-teto, descobri que havia os sem-second-life. Eu era um deles.

Achei que não valia a pena investir numa segunda placa só para ter uma segunda vida, então comecei a pesquisar sobre como seria viver naquele mundo do faz-de-conta. Seus mais de cinco milhões de habitantes na época podiam comprar, vender, dançar e viver lá como nunca conseguiram aqui. Seria uma opção para os frustrados? Os mais empolgados podiam até pagar aqui, em dinheiro real, por terrenos virtuais comprados lá, onde não existe IPTU.

Considerando que consegui criar meu Avatar, mas não consegui entrar naquele mundo virtual, uma coisa me preocupa: Onde andará meu segundo eu? E mais: Como posso ser eu se não posso estar onde estou? Será que virei uma alma penada num limbo virtual? Agora vem a notícia de que o “Second Life” demitiu 30% de sua equipe. Talvez fosse a chance de eu me encontrar comigo aqui fora, mas descobri que só demitiram personagens reais, nenhum virtual. Três anos depois o “Achei Falta” deve sentir muita falta de mim. Ou não.

Para matar a fome de interatividade virtual vou quebrando o galho com o Skype, tataraneto daquele programinha que fez a família inteira ficar grudada no micro numa noite qualquer de 1997. Naquela experiência eletrizante, eu e meu interlocutor não passávamos de nicknames, mas o papo rolou legal. A coisa só perdeu a graça quando fiz a pergunta que deveria ter feito logo de início, antes de passar mais de uma hora conversando em inglês:

– Where are you from?

– São José dos Campos – respondeu ele.

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Personal Branding: Construindo sua Marca Pessoal
Arthur Bender


A última vez que você fez uma visita ao supermercado, parou para observar a quantidade de produtos que são ofertados para cada categoria? Com quantas marcas de refrigerante você se deparou? E pastas de dente, quantos tipos diferentes estavam presentes na gôndola?

No mundo profissional o cenário é muito parecido. Milhares de pessoas disputam cargos e posições interessantes em empresas, e a maioria oferece os mesmos atributos: formação superior, duas línguas, especialização, experiência etc. Como se diferenciar nesse cenário tão competitivo?

Em Personal Branding: Construindo sua Marca Pessoal, o premiado publicitário Arthur Bender propõe uma discussão importante sobre a criação da sua marca pessoal. Com comparações práticas às regras do marketing, mostra que é possível a qualquer pessoa criar e fortalecer a sua marca pessoal, e tornar-se único em um mercado tão competitivo. Basta saber onde você quer chegar.

Minha historia no Youtube

Minha historia no Youtube
por Mario Persona



Você confiaria sua empresa nas mãos de uma adolescente de 15 anos? Você a usaria para atender seus clientes, trabalhando 24×7 sem direito a férias? E um menino de 5 anos, você usaria para promover seus serviços? Eu uso um menino. E uma adolescente também.


Espere! Não me denuncie por exploração de trabalho infantil e escravo. A adolescente, que acaba de completar 15 anos no Brasil, chama-se Internet. E o menino, que ajuda a promover meus serviços, chama-se Youtube. Ele tem só 5 anos.

Sem a Internet eu não poderia trabalhar como trabalho: em home-office, sem visitar prospects para vender, sem impressos, catálogos ou DVDs para mostrar o que faço, e até sem meu fax, agora aposentado.

Em 1995 eu já usava a Internet. Naquele tempo, conseguir acesso era como fazer interurbano via telefonista. O Youtube veio dez anos depois, aparecendo para o público no final de 2005. Eu só iria criar um canal ali no dia 22 de março de 2006.

Quando pensei em criar um podcast para publicar mensagens em áudio, meu filho sugeriu que eu partisse logo para o vídeo, prevendo a popularização da banda larga. Inspirado por aqueles telefones infantis de lata e barbante, batizei meu canal de TV Barbante. Ele seria literal e deliberadamente “amarrado com barbante”.

Depois de meu primeiro vídeo ir ao ar, um colega consultor me alertou: aquilo iria prejudicar minha imagem profissional. Na sua opinião, eu deveria contratar um estúdio e produzir vídeos de qualidade, mas expliquei que minha intenção não era tentar ser uma TV convencional.

Não demorou um mês, e vi que estava no rumo certo: um jornalista do Estado de São Paulo me ligou pedindo uma entrevista. A matéria era sobre a nova tendência do vídeo na Internet e minha TV Barbante acabou ganhando destaque em um box de um quarto de página. Sabe quanto custa um quarto de página no Estadão? Eu também não.

Venho usando o Youtube por quase cinco anos. Com ele experimentei diversas formas de me comunicar com minha audiência. Publico vídeos de minhas palestras, entrevisto a mim mesmo, falo com um irmão gêmeo que não existe ou bato papo com cachorros. Ali eu já fui desde astronauta até alienígena, quando achei que poderia me comunicar melhor vestido assim.

Hoje meus vídeos ajudam a conquistar novos clientes. Recentemente uma pessoa que viu um vídeo em um curso de inteligência estratégica entrou em contato e acabei contratado por sua organização. A história é sempre de alguém que viu, recebeu um link ou ganhou uma cópia informal. Sim, meus vídeos podem ser copiados, emprestados e distribuídos à vontade e de graça. Não ganho com eles, mas eles me ajudam a ganhar.

Os únicos vídeos com restrições são os de um canal não profissional, “O Evangelho em 3 Minutos”, que mantenho nas horas vagas. É vedado seu uso em igrejas, organizações religiosas, rádios e TVs, para evitar que algum pregador picareta ganhe dinheiro às minhas custas. Mas se ele for picareta, será que vai respeitar minhas restrições?

Hoje vejo que meu colega consultor estava enganado. Minha carreira não foi prejudicada, muito pelo contrário. Mas se o Youtube não representou um risco para minha carreira, o mesmo eu não posso dizer em relação à minha vida.

Numa visita aos meus filhos nos Estados Unidos, decidi fazer um vídeo de mim mesmo enquanto falava e caminhava numa praça em Filadélfia, perto do City Hall. De repente, do nada, apareceu um sujeito que achou que eu estava apontando a câmera para ele. O cara começou a gritar dizendo que ia atirar em mim se eu continuasse gravando. Ele estava vestido com uma capa longa, dessas de agente secreto. Fiquei apavorado.

O que aconteceu depois? Bem, eu estou aqui, não estou? Mas, se não tivesse baixado minha câmera, talvez tivesse conquistado uma notoriedade maior do que a TV Barbante consegue me dar com mais de 1,6 milhão de views desde 2006. Na comemoração dos 5 anos do Youtube eu estaria sendo homenageado como sua primeira vítima fatal.



O agente anti-Youtube


Para assistir vídeos comemorativos dos 5 anos do Youtube, clique aqui. O vídeo abaixo eu enviei para lá, mas não sei se vão incluir na página por estar em português. Nele você vê a cena do misterioso agente secreto que me ameaçou de morte.


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Viral Loop: Como o Crescimento Viral Transformou Youtube, Facebook e Twitter em Gigantes e Converteu Audiência em Receita
ADAM PENENBERG

Neste livro o autor explora a máquina que move o crescimento dos novos negócios na web 2.0 como Twitter, YouTube e ebay: o viral loop. Ele é alcançado quando o caráter viral é incorporado à funcionalidade de um produto. Em termos mais simples, isso significa que uma empresa cresce porque cada novo usuário gera mais usuários, sucessivamente. As estratégias virais não são restritas ao mundo corporativo, à medida que começam também a entrar em outras áreas, como a política. Um bom exemplo é a campanha presidencial de Barack Obama. Este livro é recomendado, portanto, a qualquer pessoa que queira conhecer e explorar as possibilidades de negócios na Web 2.0, convertendo audiência em receita.

O conceito de viral loop vem se disseminando conforme cresce o papel da chamada Web 2.0. Adam Penenberg é respeitado no meio em que atua e seus artigos geram grande repercussão. Este livro vem sendo esperado por uma grande comunidade ligada às mídias digitais.

Sumário

Um esquema insanamente viral
Como os rapazes do Hot or Not transformaram uma ideia simples em fortuna
Presidente viral
Loop de feedback positivo, conceitos propagáveis e as três categorias do loop de expansão viral
Tupperware e esquemas Ponzi – os modelos virais originais
Planos de festa, redes de indicação e a habilidade de vender
O primeiro loop de expansão viral on-line
Mosaic, Netscape, efeitos de rede e a faísca que desencadeou a explosão da internet
O produto propagável como novo paradigma de negócios
Planície viral, o viral loop duplo da Ning, o eu digital e o irresistível CrushLink
O anúncio viral perpétuo
Tag viral: P.S. I Love You. Get Your Free Email at Hotmail
Quando o público decide o que é bom
Curadoria coletiva; sucessos, fracassos e além, e o reality show viral de sua vida
Vídeo viral como marketing de estratégia (Psiu! Passe adiante…)
Afrouxando o controle sobre uma marca, loops de piadas e não agir como alguns caras em seus quarenta e poucos anos que tentam parecer modernos
eBay e o enigma do crescimento viral
A saga do escalonamento do escalonamento do escalonamento
PayPal: a primeira rede empilhável
Sinergia viral, persuasões gananciosas, fraude escalonável e batalha da rede de todos os astros
Flickr, YouTube, MySpace
Viral loops propagáveis e empilháveis e o ponto de não deslocamento
Ajustando o coeficiente viral
Bebo, padrões na viralidade e massa crítica
Agrupamentos virais
Facebook, gráficos sociais e componentes de software
A procura de uma nova unidade de anúncios
Morte do anúncio de banner tradicional, a batalha entre profissionais de marketing e consumidores, e o tempo (não cliques)
Criaturas virais no planeta Terra viral
Idioma, religião, dinheiro e outros fenômenos virais

Editora: Campus
Autor: ADAM PENENBERG
ISBN: 9788535231809
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

E o streaming levou…

E o streaming levou…
por Mario Persona



“Lost” é uma ilha cercada de piratas por todos os lados, e seus produtores sabem disso. Para evitar que o episódio final da série caísse na mídia paralela, decidiram transmitir o programa para outros países, além dos EUA. Não adiantou.


Na noite da despedida era possível encontrar vários canais retransmitindo em tempo real e informal no Justin.tv, site de streaming. Amarrados a mil contratos e interesses, os produtores ainda não conseguem evitar as retransmissões.

Ao contrário do vídeo baixado ou vendido no camelô, no streaming nada é baixado ou comprado. Você vê enquanto passa – como acontece no Ustream, Stickam, Livestream e Justin.tv. Nestes sites, não apenas qualquer um pode ter seu canal de TV, como também até as rádios mudaram sua natureza. Viraram TVs, transmitindo em tempo real seus DJs no estúdio.

Eu não sei como será a Copa de 2010, mas para 2014 pode apostar que vai ter torcedor transmitindo jogo em streaming com comentário personalizado para a namorada, direto da arquibancada. Enquanto isso as redes legais de TV terão pago milhões por contratos com uma exclusividade só de papel.

Para evitar isso, cinema e TV apostam em tecnologias como HD e 3D. Eu já vi esse filme, quando os disquetes de software vinham encriptados, as caixas traziam etiqueta holográfica e os CDs e DVDs eram travados com tecnologia alienígena para jamais serem copiados.

O que os produtores não entendem é que não estão combatendo a Máfia, mas uma legião de vídeo-grafiteiros de viadutos virtuais. São adolescentes que viram a noite ripando, traduzindo, legendando e retransmitindo o último episódio da série só pela adrenalina do desafio e a consagração no underground.

Algumas redes de TV colocam fiscais escovando sites streaming para bloquear seus programas. Mas isso é como chutar cogumelos: você destrói um e na manhã seguinte há centenas nascidos de seus esporos.

Se os estúdios procurassem entender e explorar isso, poderiam lucrar justamente por meio daqueles que querem erradicar. Porém a letargia do parque de dinossauros do cinema segue o mesmo caminho da indústria da música, ignorando que as novas tecnologias irão fossilizar os velhos modelos. É nisso que dá deixar o jurídico cuidar do marketing.

Mas já tem gente ganhando quieto com o streaming on demand de sites como o Youtube. Você já viu o vídeo JK Wedding, dos padrinhos dançando no casamento? Será que os noivos pediram permissão ao Chris Brown para usarem sua música “Forever”? Never!

Como fazem milhões de Youtubers, que brincam de karaokê ou usam música de fundo no vídeo do bebê, o casal tocou e Chris Brown não dançou, mas lucrou. Com os mais de 50 milhões de views só no Youtube, esse estranho amasio da pirataria com o estúdio fez as vendas da música dispararem para o quarto lugar no iTunes e terceiro na Amazon.

Na tentativa de ver se acabo com minha TV a cabo, que vive reprisando “Identidade Bourne” ad infinitum, tenho pesquisado uma alternativa Web para embalar meu sono no sofá. Hulu e Netflix ainda não funcionam no Brasil, mas já existem opções legais que passam em meu notebook conectado à TV.

O TerraTV oferece um grande acervo de séries em streaming on demand, inclusive “Lost”. Diferente do site Justin, você pode parar os filmes para ir ao banheiro, como faz no Youtube, que já tem filmes grátis e filmes novos alugados (só nos EUA). Outras redes, como MundoFox, também embarcaram no modelo, e a EnterPlay saiu na frente alugando filmes para iPad e smartphone.

Na NetMovies há um acervo de clássicos que me agradou. Estou vendo filmes que meus pais viram no cinema quando eram namorados. O problema é que mergulhar numa sessão corrida de clássicos dos anos 40 e 50 começou a exercer uma influência negativa em mim. Pode ser impressão, mas senti uma vontade louca de começar a fumar.

Para evitar o vício, avancei alguns anos e ingressei nos saudosos clássicos de faroeste, cuja fumaça de locomotivas, Colts e Winchesters não poderão me influenciar. Mesmo assim, se souber de alguém que queira vender um cavalo, me avise.

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Redes Sociais
Rob Cross

Redes Sociais revela aos empresarios e executivos como obter excelencia em inovacao e atingir os resultados com mais facilidade por meio do uso inteligente das redes sociais nos seus negocios.

Rob Cross e Robert J. Thomas trabalharam ao lado de executivos de mais de cem empresas de alto nivel e entidades governamentais e, neste livro pioneiro, eles descrevem em detalhes como esses lideres utilizam as redes para incrementar as receitas, reduzir os custos e acelerar a inovacao.

Redes Sociais nos negocios apresenta diversos cases de empresas bem-sucedidas, como Procter & Gamble, Microsoft e Novartis, os quais tambem ajudarao o leitor a implementar em suas empresas as ideias, estrategias e acoes expostas no livro.

Gênero: Negócios
Formato: 16×23
Número de Páginas 256
Origem: Estrangeiro
Ano de Publicação: Set / 2009
Código de Barras: 9788573125672
ISBN: 978-85-7312-567-2


Um avatar no meu quintal

Um avatar no meu quintal
por Mario Persona



Juntando os comentários na Web sobre o ativismo ecológico de James Cameron na Amazônia, a mensagem de quem reclama é uma só: O cara não tem nada que se intrometer no meio-ambiente daqui. Será?


A verdade é que as questões ambientais não têm fronteiras. Como na Pandora do filme Avatar, vivemos num mesmo planeta onde tudo afeta a todos. Uma erupção na longínqua Islândia vai parar no seu pulmão, quer você consiga pronunciar o nome do vulcão ou não.

Sem tirar de James Cameron o direito de defender índios e flechar hidrelétricas, eu só diria a ele: “Menos, James, menos…”

Por que? Porque ele está com o rabo preso em uma sociedade de consumo que polui para sobreviver. É admirável sua disposição para defender nativos de pele vermelha ou azul, mas também admiro quem defende as hidrelétricas como opção de energia limpa e barata.

É claro que colocar uma rolha no Rio Xingu gera impacto sócio-ambiental, mas não existe opção rápida para pessoas ávidas para assistir Avatar numa nova TV em 3D, como eu e você. Pouco a pouco vamos aprendendo a ordenhar o vento e o sol, mas ainda é debalde para a atual demanda de energia. Por um bom tempo continuaremos dependendo da hidrelétrica, do átomo e dos combustíveis fósseis para quase tudo, inclusive para fazer filmes

Sabia que Hollywood é a segunda indústria mais poluente da região? Pois é, e o governador da Califórnia está empenhado em reverter isso. É o mínimo que pode fazer quem já foi o exterminador do futuro. Somos tão dependentes da indústria petroquímica, que até para protestar contra o combustível fóssil dependemos do dito sujo. Os motores dos navios do Greenpeace não são movidos a boas intenções, e aqueles caras não fazem rapel com cordas de sisal biodegradáveis.

O calor do protesto pode aquecer a opinião pública global, mas as soluções costumam vir de quem fala menos e faz mais. Mesmo assim, quem fala deve continuar falando, consciente de que estamos todos de rabo preso no atual modelo de desenvolvimento. Inclusive você, que usa a Internet. De acordo com o Daily Telegraph, a cada duas buscas no Google você gera tanto CO2 quanto para ferver seu chá.

Ativistas radicais sugerem deixar o mato crescer, esquecer as hidrelétricas e não mexer com o índio. A questão é que o índio não é tonto. Hoje ele também quer transporte, luz, Internet e celular. Querer viver índio com cabeça de consumo é repetir a tragédia asteca. Pode funcionar para uma tribo de meia dúzia, mas não funciona para uma tribo de meia dúzia de bilhão.

A visão romântica de meus anos de ativista universitário, com cada um morando numa casinha branca no mato e assando seu próprio pão, é pura ilusão. Na época, fui morar no mato e fiz até uma canção para embalar meu sonho. Mas não é preciso ser muito inteligente para entender que mil pães assados num único forno gastam menos energia do que mil fornos assando cada um o seu pão.

É por isso que cidades empilhadas e apinhadas ainda são mais eficientes do que condomínios horizontais, com casas esparsamente polvilhadas em extensos gramados. Apartamentos gastam menos energia, encanamento, fiação, superfície impermeabilizada, transporte etc. Quanto mais gente você empilhar, menos energia vai gastar.

Mas não se torture se morar numa mansão. James Cameron mora em uma construída e mantida às custas de muito combustível fóssil em um oásis artificial no deserto. Como eu já disse, todos nós temos o rabo preso, mas se for para o bem do planeta, até vale adotar o Avatar mais adequado ao papel de salvador da Pandora amazônica.

Até eu tenho o rabo preso nos atuais meios de transporte altamente poluentes, pois para fazer palestras de meio-ambiente e outros assuntos, viajo de carro ou avião. Não posso viajar nos cavalos de seis pernas de Pandora, ou voando em seus dragões alados. E ainda que pudesse, não seria diferente dos habitantes de lá. Afinal, no filme eles também só conseguem viajar quando estão com o rabo preso.

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Colapso: Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso
Jared Diamond

O que é mais assustador do que o espectro do colapso de uma civilização ? os restos dos templos abandonados de Angkor Wat, no território do Camboja, das cidades maias tomadas pela selva ou a vigília sombria das estátuas da ilha de Páscoa? A imagem dessas ruínas sugerem a pergunta: Será que isso também não pode acontecer conosco?

Em seu best seller ganhador do Prêmio Pulitzer, “Armas, germes e aço”, Jared Diamond investiga como e por que as civilizações ocidentais desenvolveram tecnologias e imunidades que permitiram que dominassem a maior parte do mundo. Em Colapso ? Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso, Diamond analisa a outra face da moeda: o que fez com que algumas das grandes civilizações do passado entrassem em colapso e o que podemos extrair disso.

Assim como em sua obra anterior, Armas, germes e aço, Diamond tece uma tese global abrangente através de uma série de fascinantes narrativas histórico-culturais. Abordando desde a cultura da Polinésia pré-histórica na ilha de Páscoa às outrora florescentes civilizações nativo-americanas dos anasazis e maias, o autor analisa as causas da decadência da colônia viking medieval na Groenlândia e chega ao mundo moderno.

Com isso, traça um panorama catastrófico e mostra o que acontece quando desperdiçamos nossos recursos, ignoramos os sinais de nosso meio ambiente, quando nos reproduzimos rápido demais ou cortamos árvores em excesso. Danos ambientais, mudanças climáticas, rápido crescimento populacional, parceiros comerciais instáveis e pressões de inimigos foram fatores na queda de algumas sociedades, contudo outras sociedades encontraram soluções para esses mesmos problemas e subsistiram.

O que torna um ambiente mais frágil que outro? Por que algumas sociedades, e não outras, incorrem na autodestruição? Problemas similares nos ameaçam hoje e já acarretaram desastres em Ruanda e no Haiti; enquanto China e Austrália tentam responder aos desafios de modo inovador. Apesar da aparentemente inesgotável riqueza de nossa sociedade e poder político incomparável, sinais de alerta começam a emergir em áreas ecologicamente saudáveis, como nos vales de Montana, nos Estados Unidos. Que escolhas econômicas, sociais e políticas ainda podemos fazer para não termos o mesmo fim?

Diamond mostra como o colapso global pode ser evitado, analisando civilizações do último milênio, e investiga por que umas se extinguiram enquanto outras prosperam. Mostra como as causas ambientais (mudança climática causada pelo homem acúmulo de lixo químico, falta de energia e superutilização da capacidade de fotossíntese), mais que guerras de povos e culturas. Explica o que seriam as decisões autodestrutivas mais recorrentes na História, com o objetivo de evitar catástrofes coletivas e reverter valores incorporados às sociedades.

Editora: Record
Autor: JARED DIAMOND
ISBN: 8501065943
Origem: Nacional
Ano: 2005
Edição: 1
Número de páginas: 685
Acabamento: Brochura
Formato: Médio



Minha bicicleta high-tech

Minha bicicleta high-tech
por Mario Persona



Quando vi pela primeira vez aquele tudo-em-um do iPhone, fiquei com um pé atrás. Será que me acostumo com esse negócio de cineminha e telefone no mesmo aparelho? Se tem uma coisa que detesto é telefone tocando no meio do filme. Você já correu atender um telefone que tocou no filme da TV? Eu também.


Outra coisa me preocupa. Quando todo mundo tiver um iPhone, vai ficar todo mundo igual, como aconteceu com o iPod e seu fonezinho branco. Massificou. Com o iPhone ninguém mais será diferente.

Além disso, o que fazer com aquele monte de apetrechos que hoje carrego? Sim, minha coleção só aumenta! Tenho um celular básico, Palm, câmera fotográfica, filmadora, gravador de mp3, pen drive… Você precisa ver a inveja que causa espalhar tudo isso sobre a mesa numa reunião. Com um iPhone eu não causaria o mesmo impacto.

Tudo bem que não estou mais na idade de querer impressionar, mas e a garotada? Como um garoto vai se diferenciar se todos os garotos forem iguais? No meu tempo eu teria odiado se fizessem isso com as bicicletas.

Naquela época as magrelas vinham peladas e a diversão era enchê-las de penduricalhos. A minha era uma Phillips, do tempo da 2ª Guerra, mas não era preta como a maioria das bicicletas da época. Meu pai mandou pintá-la de vermelho para minha irmã. Ela se cansou e eu herdei a dita.

Bicicleta vermelha, de mulher e sem aquela barra horizontal masculina. Dá pra imaginar? Era sair de casa e atrair a gozação da garotada. Por isso passei a gastar a mesada em acessórios para deixar a bicicleta tão diferente que os meninos se esquecessem de que era de mulher.

Comecei com a campainha que fazia “trrrim-trrrim”. Depois foram os canudinhos de plástico coloridos, cortados em pedacinhos e pacientemente colocados nos 72 raios das rodas. Faziam “shek-shek”. O garfo dianteiro ganhou um pedaço de radiografia que lambia os raios e fazia “Prrrréééé”, igual ao da motocicleta Java do vizinho. Pelo menos eu achava.

“Prrrréééé”, “shek-shek”, “trrrim-trrrim”, “biii-biii!”. Não falei do “biii-biii”? Pois é, foi minha próxima aquisição: uma buzina verde movida a pilha que fazia inveja à campainha do outro lado do guidão, junto ao retrovisor. Depois veio o farol com dínamo, todo cromado, que parecia a nave do Flash Gordon. Minha bicicleta ficava cada vez mais high-tech.

Minha volúpia por acessórios não parou aí. Manoplas de borracha com fitinhas coloridas e uma caixinha de ferramentas pendurada atrás do selim vieram em seguida. A cada novo acessório os garotos cercavam minha bicicleta na escola para comentar e invejar. Meu conceito subia.

Quase me esqueci da capa do selim com o símbolo do Palmeiras. Não que eu fosse torcedor, apenas comprei porque combinava com a buzina. A capa era a última palavra em cafonice, com apliques de purpurina e pingentes de cordão de seda. Os palmeirenses pensavam que eu era fã e os corinthianos achavam o contrário. Que fã iria pedalar com o símbolo do clube naquele lugar?

Naquele tempo não havia duas bicicletas iguais, pois o mau gosto dos meninos era bem eclético. Na época, comprar algo com tudo instalado, como o iPhone, seria como comprar um álbum com as figurinhas já coladas. Cadê a graça? Cadê a surpresa? Como se gabar de ter a figurinha do Amarildo, da Seleção de 62, que ninguém tinha?

Agora imagine tudo num aparelhinho só: música, fotos, filmes, celular, câmera, Web, e-mails, mapas… É claro que estou falando da garotada, que quer ser diferente. Para alguém como eu, que não pedala e nem coleciona figurinhas, um iPhone pode até interessar.

Vou poder assistir um filme, enquanto filmo outro, ouço bossa-nova, ligo para os amigos, navego na Web, leio meus e-mails e dirijo procurando o endereço no mapa on-line. Não contei que estava dirigindo? Melhor não…

Mas ainda estou em dúvida se devo ou não comprar um iPhone. É que para mim não ficou claro uma coisa: se o meu iPhone tocar no meio do filme que estou assistindo no próprio iPhone, quem deve atender? Eu ou o ator?

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Domine Seu iPhone
Marcelo Castro

O iPhone está sendo considerado a maior invenção tecnológica dos últimos tempos. Desde seu anúncio, não pára de encantar as pessoas. Os usuários deparam-se com um verdadeiro arsenal de recursos e programas que o tornam muito mais que um simples telefone, como também uma ferramenta indispensável para as atividades do dia a dia. A navegabilidade das aplicações foi desenvolvida de maneira fácil e intuitiva para atender um público cada vez mais exigente. Você perceberá o grande potencial do iPhone à medida que se familiarizar com os dispositivos dele.

O aparelho e seus aplicativos oferecem diversos recursos, porém as informações e dicas de como melhor utilizá-los encontram-se espalhadas na web e no idioma inglês. Dessa forma, a maioria dos usuários no Brasil não pode ainda encontrar todas essas dicas em um único local e em português. Foi pensando em apresentar esses recursos do iPhone com uma linguagem amigável, clara e direta que decidimos escrever este livro. Seu objetivo é oferecer aos usuários, de forma ilustrada e detalhada, as dicas que maximizam o potencial do aparelho. Esperamos que as informações que você encontrar ajudem-no a dominar seu iPhone.

Editora: Novatec
Autor: MARCELO CASTRO
ISBN: 9788575221853
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 112
Acabamento: Brochura
Formato: Médio



Cliente de cliente

Cliente de cliente
por Mario Persona



É fácil um cliente meu me transformar em cliente seu. Se você duvida, experimente me contratar. Deve ser influência de minha mãe, que me ensinou a ser grato ao Banco do Brasil que contratava meu pai. O banco garantia o salário que permitia pagarmos nossas contas e contrair outras.


Como o mesmo banco já me contratou várias vezes, devo muito a ele, inclusive a obrigação de falar bem. Gosto de falar bem de meus clientes, pois quando eles crescem, eu cresço também. Quanto melhor eles saem na foto, melhor saio eu, que faço parte de sua cena. A relação é simbiótica. Você não pensa assim? Conheço gente que não.

Outro dia ouvi um consultor dizer: “Meu cliente é burro, só faz besteira”. Se ele conseguisse ler meus pensamentos saberia que concordei imediatamente. Devia ser muito burro para contratar alguém assim.

Não apenas promovo meus clientes – acabo virando cliente deles. No supermercado, vou direto no café solúvel Iguaçu, que vem com o slogan “O mais cremoso”. Depois que fui contratado pela empresa, virei fã. E como poderia ser diferente, se para motivá-los a vender eu precisava acreditar no que vendem?

Por isso não atendo fabricantes de armas, munições e cigarros, ou organizações religiosas. Não me sinto motivado a promover suas marcas ou ajudá-los a crescer, pois não estou inclinado a usar seus produtos e serviços.

Devo confessar que não é fácil ser cliente fiel de quem me contrata. Quer um exemplo? Até agora pneu para mim é Goodyear, mas o que fazer se outros fabricantes me contratarem? Devo rodar com quatro pneus diferentes? Bem, eles vão precisar pagar para descobrir.

De alguns clientes sou cliente até por falta de opção – dos Correios, por exemplo. De outros eu não compro por motivos óbvios: uma colheitadeira John Deere não caberia em minha garagem. Mas sempre que posso eu indico e assino embaixo, como o próprio John Deere assinava seu nome em seus arados.

Quando atendo marcas concorrentes, prefiro que outros decidam em meu lugar. Por exemplo, é o meu médico da Unimed quem decide se o medicamento vai ser Astrazeneca, Aché, Merck Sharp & Dohme, Novartis ou Pfizer. Por que tantos laboratórios me contratam? Deve ser por ter passado dos cinquenta e me considerarem um cliente com potencial.

Às vezes dependo de um cliente para ser cliente de outro. É o caso da Caixa Econômica Federal, que ainda vai me ajudar a comprar um carro da Volvo que atendi. Apesar de meu carro atual não ser um, deve ter sido feito com aço Gerdau ou Villares e usar rolamentos SKF. A Petrobrás faz ele rodar até o Pão de Açúcar para eu comprar o panetone Bauducco, que chega ali num caminhão Volkswagen. Sim, todos também estão na lista de clientes em meu site na Locaweb.

Ainda não uso aparelhos auditivos Phonak, mas tudo indica que um dia eu chego lá. Sempre que treino sua equipe, revelo ter uma perda auditiva que me qualifica como cliente em potencial. Você precisa ver como a turma presta atenção no treinamento e se esmera em aplicar em mim as técnicas de vendas que ensino.

Eu não tinha preferência por xampu, até ser contratado para um ciclo de palestras da linha “Seda Cocriações”. Até na Caras a minha foto foi parar. Adivinha o que acabo de usar no banho? Felizmente ainda tenho cabelos para ser fiel à marca, mas minha frustração é com os pés – são grandes demais para calçar um Pimpolho.

Se leu até aqui não o culpo por torcer para eu ser logo contratado por um hospital psiquiátrico. Pode apostar que tem sido difícil viver com essa mania de usar produtos e serviços de empresas que me contratam. Chega a ser aterrorizante.

Não faz muito tempo fui consultado para uma palestra para funcionários de uma penitenciária. Outro pedido veio de um evento para donos de funerárias. Não me neguei a atendê-los, mas fiquei aliviado por não me contratarem. Agora, cada vez que o telefone toca, eu tenho um sobressalto. E se for a De Millus?

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O Que Você Faz que Agrada os Seus Clientes?
David Freemantle

Este livro baseia-se em um estudo de diversas empresas em dezenove países sobre o que leva ao sucesso ou ao fracasso no serviço de atendimento ao cliente. As empresas que se destacaram constantemente agregaram valor emocional com três atributos: Criatividade, Conectividade Emocional e Integridade.

David Freemantle examina estes atributos inter-relacionados com a psicologia subjacente necessária ao seu desenvolvimento. Ao fazê-lo realça os três motivadores-chave – Energia, Direcionamento Emocional e Espírito – que permitem às pessoas da linha de frente agregar valor emocional ao serviço que prestam.

O Que Você Faz Que Agrada aos Seus Clientes? provará ser uma leitura essencial para todos que desejam descobrir os elos que faltam para fornecer o melhor serviço de atendimento ao cliente. Como todos os best-sellers anteriores de David Freemantle este livro é excepcionalmente fácil de ler e altamente prático.

Ele mostra que, agregando-se valor emocional (e-value) a tudo que uma empresa e seu pessoal fazem, a probabilidade de agradar aos clientes aumenta, juntamente com a rentabilidade. Em um mundo competitivo é relativamente fácil copiar produtos e preços, mas é praticamente impossível copiar pessoas e marcas.

O acréscimo do valor emocional está no cerne do debate sobre gerenciamento de pessoal e serviços de atendimento ao cliente. Os clientes querem ser apreciados pelas pessoas que os servem.

Editora: Makron Books
Autor: DAVID FREEMANTLE
ISBN: 8534612234
Origem: Nacional
Ano: 2001
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Formato: Médio



Cerebro liquido

Cerebro liquido
por Mario Persona

O médico disse que meu cérebro é 80% água. Será que é por isso que meus pensamentos fluem em um turbilhão de idéias geradas por ondas cerebrais? Pode ser. Ele disse que não preciso andar com tampões nos ouvidos, porque não existe perigo de vazar.

Mesmo assim fiquei preocupado. Dizem que vai faltar água e eu fico pensando se com isso vão faltar cérebros. Ou será que é a falta de cérebros que vai fazer a água desaparecer do planeta? Pode ser, e aí vamos sentir saudade.

Não que o excesso de água não seja um problema. Quando a banheira do vizinho do terceiro andar rachou, pensei até em abrir um pesque-pague em meu corredor. Fez lembrar da outra vez, quando o reservatório do aquecedor do quarto andar explodiu e escaldou o terceiro e o meu.

Precavido, resolvi eliminar a banheira e o aquecedor de meu apartamento, e voltei ao velho e bom chuveiro elétrico. Já viu o tanto de água que uma ducha gasta? Se você for à Europa, pode dar adeus a esse seu banho de caminhão-pipa instalado no teto do banheiro. Lá o chuveiro não esguicha água, solta neblina.

Quando eu disse que ia tomar banho, vi a família da casa européia onde estava hospedado trocar olhares de apreensão. Perguntaram-me três vezes se era isso mesmo que eu queria. Conheciam a fama do brasileiro, que gasta cinco vezes mais água do que a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde, metade só no banho.

De volta ao Brasil, fiquei em um hotel desses modernos e econômicos. Tudo é mínimo, até a TV é pouco maior que a tela de meu celular. Meu passado de arquiteto achou o modelo inteligente, mas só até a hora do banho. A ducha era de tirar o couro cabeludo, por isso abri só um pouquinho para evitar que meus neurônios saíssem pelo ralo. Afinal, um dia vou precisar daquela água para umedecer meus pensamentos.

O botão da descarga é outro vilão do desperdício. Uma privada antiga gasta de doze a quinze litros de água, enquanto as modernas usam seis litros ou até menos. Em outro hotel vi uma idéia que pretendo adotar na próxima reforma do banheiro. Uma caixa de descarga com dois botões: um para grandes obras e outro para pequenas iniciativas.

Como água é um recurso finito, e a que vai embora é a mesma que irá reabastecer 80% de meu cérebro no futuro, hoje penso duas vezes antes de apertar o botão do adeus. Considero uma insensatez disparar as Cataratas do Iguaçu quando o que vou lançar ao mar às vezes não passa de um mini-submarino. Um leve toque é suficiente para despedir o submersível.

Mas nem todo mundo pensa assim. A preocupação com a pressão do botão evidentemente vai depender da quantidade de massa cinzenta de cada um. Uma coisa, porém, é certa: as longas despedidas só farão aumentar a saudade.

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Agua: Pacto Azul
Maude Barlow

Três cenários conspiram em direção à calamidade…

Cenário um: O mundo está ficando sem água doce. Não é apenas uma questão de encontrar dinheiro para salvar os dois bilhões de pessoas que moram em regiões do mundo que apresentam estresse hídrico. A humanidade está poluindo, desviando e esgotando as fontes finitas de água da Terra, em um ritmo perigoso que aumenta constantemente. O uso excessivo e o deslocamento da água são o equivalente, em terra, às emissões de gases de efeito estufa e, provavelmente, uma das causas mais importantes da mudança climática.

Cenário dois: A cada dia, mais e mais pessoas estão vivendo sem acesso à água limpa. À medida que a crise ecológica se aprofunda, a crise humana também o faz. O número de crianças mortas devido à água suja supera o de mortes por guerra, malária, AIDS e acidentes de trânsito. A crise global da água se tornou um símbolo muito poderoso da crescente desigualdade no mundo. Enquanto os ricos bebem água de alto nível de qualidade sempre que desejam, milhares de pessoas pobres têm acesso apenas à água contaminada de rios e de poços locais.

Cenário três: Um poderoso cartel corporativo da água surgiu para assumir o controle de todos os aspectos da água a fim de obter lucro em benefício próprio. As corporações fornecem água para beber e recolhem a água residual; colocam enormes quantidades de água em garrafas plásticas e nos vendem a preços exorbitantes; as corporações estão desenvolvendo tecnologias novas e sofisticadas para reciclar nossa água suja e vendê-la de volta para nós; elas extraem e movimentam a água através de enormes dutos, retirando-a de bacias hidrográficas e aqüíferos com o objetivo de vendê-la para grandes cidades e indústrias; as corporações compram, armazenam e vendem água no mercado aberto, como se fosse um novo modelo de tênis de corrida.

Imagine o mundo em vinte anos, em que nenhum progresso substancial tenha sido feito para fornecer serviços básicos de água para o Terceiro Mundo; ou para criar leis de proteção à água de fonte e que obriguem a indústria e a agricultura industrial a pararem de poluir os sistemas hídricos; ou para conter a movimentação maciça de água por dutos, navios-tanques e outras formas de desvio, o que terá criado enormes faixas novas de deserto.

Isso não é ficção científica. É para lá que o mundo está se dirigindo, a menos que mudemos o curso – uma obrigação moral e ecológica.

Editora: M. Books
Autor: MAUDE BARLOW
ISBN: 9788576800682
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 200
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

 

E a gorjeta, doutor?

Velho e bom atendimento

Velho e bom atendimento
por Mario Persona

O PROCON na Babilônia tratava com rigor os oftalmologistas que falhassem no atendimento ao cliente. Aparentemente o código de defesa do consumidor vigente lá não era na base do “olho por olho”, e sim do “olho por mão”.

“Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o mata ou lhe abre uma incisão com a lanceta de bronze e o olho fica perdido, se lhe deverão cortar as mãos”, escreveu Hamurabi há 3.700 anos.

Todo oftalmologista sabe que não deve cobrar o olho da cara, pois na melhor das hipóteses só ganhará duas vezes. O deus nórdico Odin foi quem inventou a expressão, ao pagar um olho por um gole de sabedoria do poço de Mimir. A partir daí ele passou a perguntar de antemão o preço das consultas.

Mas o que nem todo oftalmologista sabe é que talvez precise procurar uma fonoaudióloga. Você sabia que o tom de voz de um cirurgião durante as consultas de rotina pode determinar se ele será processado ou não em caso de erro médico? Esta é a conclusão de um estudo denominado “Surgeons’ tone of voice: A clue to malpractice history”, publicado em 2002 na revista “Surgery”.

E não é só a entonação que pode entornar um atendimento. Ao ministrar um treinamento para profissionais de saúde descobri que havia quase um consenso entre os participantes daquilo que gostamos e odiamos em um atendimento ao cliente. A coisa é tão antiga que até Hamurabi já sabia.

A genial crônica de Max Gehringer em um de seus programas na Rádio CBN revela que muita novidade tem milênios de idade. Max começa dando dicas supostamente de um guru moderno e termina revelando que elas foram tiradas do livro de Eclesiastes, na Bíblia. O mesmo que diz que “o que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol. Haverá algo de que se possa dizer: ‘Veja! Isto é novo!’? Não! Já existiu há muito tempo; bem antes da nossa época” (Ec 1:9, 10).

Até o iPad? Sim, mesmo o iPad. Quero dizer, pelo menos o conceito do tablete já era usado na antiga Babilônia. A diferença é que os tabletes de então eram de argila, a escrita era cuneiforme e para salvar o que escreveu você precisava levar ao forno. Mas não precisava de bateria. O que Steve Jobs fez foi transformar isso numa experiência moderna de satisfação.

Hoje, sem saber que eu viajaria no tempo, decidi pesquisar um bom filtro de água para minha cozinha. Fui parar no www.metaefficient.com, um site que se intitula “Guia Para Coisas Altamente Eficientes”. Seus autores fazem testes para determinar os produtos mais eficientes em termos de energia, toxidez, custo-benefício e durabilidade.

Qual você acha que foi o filtro eficiente que o site sugeriu? Um filtro de argila da marca “Stefani” fabricado no Brasil.

Fui excepcionalmente atendido numa loja onde fui comprar o filtro. Em questão de segundos a vendedora digitou meus dados, emitiu o pedido e indicou para eu pagar no caixa. Enquanto ela me atendia, os outros vendedores pareciam passar em câmera lenta. Mas depois de um bom atendimento veio o gargalo no pagamento para mostrar que não basta um elo ser eficiente. O que importa é toda a corrente.

A fila que tinha só uma senhora aguardando era para aposentados e gestantes, e a senhora estava mais para a primeira categoria do que para a segunda, enquanto eu não me qualificava em nenhuma delas. Num sincronismo perfeito, um dos cantores da dupla “Victor e Léo” – não me pergunte qual – que cantava em um mega-show na TV de 42 polegadas ao lado, adivinhou meus pensamentos.

O Victor – ou o Léo, não me pergunte – fez uma pausa e, olhando para a platéia, exclamou: “Nossa! Quanta gente!” Parecia até que ele podia enxergar a fila que eu estava para pegar.

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Uma luta pela vida
Lia Persona

Em uma “Luta pela Vida” Lia Persona compartilha suas emoções e memórias como irmã e enfermeira de seu irmão adotivo portador de paralisia cerebral. A autora intercala seu passado com seu presente; história com realidade; a luta de seu irmão pela vida, com a luta de seus pacientes por suas vidas.

Concorrendo com mais de 650 obras inscritas, esse romance baseado em fatos reais, foi vencedor do Concurso Literário Anjos de Branco e escolhido por uma comissão formada pelos escritores Antonio Olinto, José Louzeiro e Arnaldo Niskier da Academia Brasileira de Letras. A primeira edição de “Uma Luta pela Vida” foi publicada como parte da Coleção Anjos de Branco que inclui os autores Antonio Olinto, José Louzeiro, Helena Parente Cunha, Carlos Nejar, Arnaldo Niskier, Marcos Santarrita, Patch Adams e Maureen Mylander.

Lia persona é enfermeira formada pela Unicamp e atualmente reside com seu marido e seu filho nos Estados Unidos.

Editoras: Clube de Autores, Createspace e AGBook
Ano: 2010
Edição: 2
Número de páginas: 220
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

 

Leu o livro? Vi.

Leu o livro? Vi.
por Mario Persona



Assim como o disco há muito não gira na vitrola, o livro convencional pode virar página virada. No atual andar da carruagem eletrônica, logo deixaremos de ler em papel para ler e-papel. Mas não se preocupe. O livro impresso, que você gosta de tocar, folhear e cheirar, continuará existindo. Como aconteceu com o disco de vinil.


Ele continuou girando mesmo depois da invenção da fita cassete. E esta ainda girou um bocado com o CD ao lado. Agora o CD convive com os iPods e iPobres de MP3. Exceto no meu carro. Troquei o tocador de CDs por um tocador de cartões de memória.

No Natal de 2009 o e-reader Kindle foi o presente mais presenteado do site da Amazon. No mesmo período a empresa vendeu mais e-books para serem lidos no mesmo Kindle, do que livros impressos no mesmo papel. A coisa está mudando mesmo.

Talvez você não esteja entre os mais saudosistas, que gostam de cheirar cola, tinta e papel. Seu argumento é mais racional, tipo “o Kindle é caro”. Sim, ele custa hoje nos EUA o mesmo que uns 25 livros de papel, e a Amazon vende o livro digital por quase o preço do impresso.

Mas, apesar de eu e você não sabermos ler o chinês, o chinês sabe ler essa tendência e não vai demorar para você encontrar um e-reader na caixa de sucrilhos. De graça, contanto que você não se importe de ter uma animação do personagem da marca virando a página para você.

O e-reader tem um imenso potencial como plataforma promocional. Os e-books poderão ser baixados a preço irrisório ou até de graça, patrocinados por alguma marca. É claro que entre um capítulo e outro o fabricante irá inserir um comercial em texto, áudio ou vídeo.

Quer mais? Que tal ler um romance ambientado na Itália enquanto escuta o Andrea Bocelli? Já pensou se a página que descreve os apaixonados na praia vier com som de ondas e gaivotas? O autor poderia economizar toda a tinta que gasta para descrever os sons de cada cenário.

Agora aguente, pois quando começo a viajar na maionese, tentar me impedir é debalde. Feche os olhos e deixe que o e-reader leia para você na voz de seu artista predileto. O futuro do livro é voltar à sua essência de contador de histórias. Aperte o botão “Fast-Forward” e seu e-reader do futuro irá interpretar o texto como o seu cérebro hoje faz.

Quando você pensa no livro que leu, não é do texto que você se lembra, mas das imagens e sensações que o seu cérebro criou em sua tela mental. Acaso não é a mesma coisa que o seu videogame faz? Ele lê um texto – a linguagem de programação – e cria as cenas. O e-reader de amanhã transformará um mero texto em uma história visual tão realista quanto “Avatar”.

Impossível? Não creio. O problema é que avaliamos as coisas por nossos paradigmas atuais. As novas gerações podem pensar de um modo muito diferente. Imagine a Dona Escolástica, com as mãos ressecadas de giz, tentando ler para seus alunos no Kindle que ganhou do bisneto.

Péssimo! – comenta ela. – Muito pior do que o livro impresso!

Aí o aluno todo emo, que nunca leu um livro impresso na vida, lê algumas linhas através de uma fresta de seu cabelo, e exclama:

Meu! Que maneiro! Muito melhor que a tela de meu notebook!

A velha geração compara com o papel, a nova com a tela. O que é interessante para a Dona Escolástica pode não interessar meu neto de dois anos, e vice-versa.

Outro dia, em um zoológico dos EUA, o garoto esteve frente a frente com dois ursos enormes. Apenas alguns milímetros de vidro à prova de balas separavam a criança das garras dos animais, em um ambiente que custou milhares de dólares para entreter grandes e pequenos.

Ao contrário dos adultos, meu neto ficou o tempo todo olhando para um ventilador que girava preguiçosamente no teto do lugar.

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