Os maiores corredores do mundo
por Mario Persona



Estive pensando em algo que homenageasse as mães e celebrasse o ano olímpico. Sabe como é, otimização da produção literária. Foi assim que, para homenagear as mães em clima de Olimpíadas, decidi falar dos maiores corredores do mundo. Os homens.

Meu palpite é que os atletas do sexo masculino serão os melhores em provas de corrida nas Olimpíadas. Pode crer, eu entendo dessas coisas. Quando saírem os resultados dos melhores tempos, os homens terão sido mais rápidos do que as mulheres. Verdade, e isso não é machismo não, muito pelo contrário.

Outro dia recebi um e-mail através do blog de meu filho, que é portador de necessidades especiais. Era da mãe de uma criança, também portadora de deficiência, contando que o pai correu. Isso acontece. Quando o pai descobre que o filho é diferente do que esperava, e que não vai poder ensiná-lo a jogar futebol, dá uma de Forrest Gump. Sai correndo.

Por isso eu afirmo: os homens correm mais do que as mulheres. Algumas dessas mães nem sabem onde o pai da criança foi parar, porque os caras são rápidos. Às vezes nem é caso de criança com necessidades especiais. Basta o sujeito ficar sabendo que a namorada está grávida e ele dispara. Nem faz aquecimento. Não ria, não é engraçado.

Todos os anos são 800 mil crianças, só no Brasil, que ganham uma certidão de nascimento apenas com o nome da mãe. São as fabulosas “pães”, que precisam garantir o pão e ainda fazer o papel de pai e mãe. Junte-se a isso o crescimento das taxas de divórcio e você tem um bocado de crianças vivendo longe do pai biológico.

O que tem de meninos e meninas por aí que não sabem quem é o pai não está no gibi. E depois os garanhões ainda vêm com aquela conversa do tipo “sou homem”, “sou muito macho”, “tenho coragem”. Agora sim, é engraçado, pode rir. Coragem onde? Os ratos são os primeiros a abandonar o navio.

Macho mesmo, com o perdão da palavra, é a mãe corajosa que fica com o encargo de criar o filho sem a ajuda do pai. Hoje 30% dos lares brasileiros são dirigidos por essa mulherada que carrega o piano com uma mão e o cofre com a outra. E pode apostar que o cofre está vazio, porque elas precisam dar um duro danado para colocar a comida na mesa.

Já que a necessidade é a mãe da criatividade, não sei se devo celebrar ou não o resultado disso, mas segundo a Revista Empreendedor, as brasileiras conquistaram em 2007 o sétimo lugar no ranking das mulheres mais empreendedoras do mundo. E aqui, na terra das Amazonas, elas representam mais de 50% dos empreendedores. Será que, além de correrem dos filhos, os homens também estão correndo de pegar no batente?

Há também outro motivo para essa debandada geral. Sabe como é, a mulher se desgasta no cuidado das crianças e acaba também detonando seu visual. Em pouco tempo ela está acabada. Enquanto isso, o “zé bonitinho” está por aí, belo e folgado, contando farol na mesa do bar. Aí ele arranja uma incauta qualquer, põe uma sementinha lá e… “Bum!” Foi dada a largada. Sai correndo outra vez.

É por isso que eu digo. Nas provas de corrida nas próximas Olimpíadas, pode apostar: vai dar homem. Mas a medalha de ouro vai para a mulher.

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A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres
AUGUSTO CURY
Sabe por que é tão comum prometermos a nós mesmos que vamos fazer dieta, mas essa idéia desaparece assim que chega a sobremesa? Sabe por que nos surpreendemos comprando coisas de que não precisamos? Sabe por que continuamos com dor de cabeça depois de tomar uma aspirina de cinco centavos, mas essa mesma dor de cabeça desaparece quando a aspirina custa 50 centavos?

Ao concluir a leitura deste livro, você saberá responder a estas e a muitas outras perguntas que têm implicações na vida particular, na vida profissional e no modo como encaramos o mundo. O livro o ajudará a repensar a fundo a forma como você e as pessoas em sua volta agem. Por meio de uma série de experiências divertidas e surpreendentes, Dan Ariely demonstra que a nossa capacidade de raciocínio tem defeitos provocados por forças invisíveis – emoções, relatividade, expectativas, apego, normas sociais – que nos induzem a fazer escolhas “Previsivelmente Irracionais”.