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Marketing
viral, marketing direto, marketing de permissão,
marketing de relacionamento, marketing pessoal,
marketing de guerrilha... como você pode
perceber, não faltam denominações para os mais
diversos tipos de marketing. Essas variações
sobre o mesmo tema, em geral, costumam aparecer
em livros americanos, escritos por uma infinidade
de novos gurus, mas que, devidamente trazidas e
traduzidas para o português, nem sempre têm os
mesmos significados e aplicações para nós,
brasileiros.
Ciente de tal fato e antenado com o mercado
brasileiro, Mario Persona retorna, neste novo
livro, para saciar a fome de quem anseia por idéias,
oferecendo uma saborosa salada de frutas
tropicais com a qual o leitor se deliciará lendo
dicas, histórias e estratégias dos mais
variados tipos de marketing.
OPINIÕES
| Algumas
pessoas têm a habilidade de nos informar
e ampliar nossos horizontes de forma
contundente. Mario Persona é uma delas.
Em Marketing Tutti Frutti, ele mostra que
não há limites para novas formas de
atuar no mercado, quando a criatividade
está a nosso serviço. - CELSO
VARGA, empresário |
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| Marketing
Tutti Frutti é uma positiva afronta à
nossa capacidade de inovar, ousar, criar,
fazendo uso da experiência como
estimulante da intuição. O leitor é
instigado a explorar seu pleno potencial,
a reinventar, a reciclar, a sonhar e a
acreditar que pode fazer mais do que
imaginava. Impossível não apreciar essa
gostosa salada de frutas.
- DONIZETE SANTOS, presidente SKF do
Brasil |
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| Beleza
de livro, ou melhor, beleza esse modo de
escrever. Eu prefiro Monteiro Lobato a
Machado de Assis porque o estilo
parnasiano de Machado não me deixa
concluir. Ele conclui tudo, e não é
esse o estilo de Mario Persona. Seu
estilo é leve e gostoso, e mais se
parece com o estilo do Pequeno Príncipe,
onde temos que interpretar suas parábolas.
- MARCOS PENNA, empresário, fundador da
Condimentos Karina e precursor da indústria
de temperos prontos no Brasil |
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| Esta
obra de Mario Persona retrata de forma
bem-humorada crônicas, idéias e sacadas
de marketing pessoal, empresarial e
social. Mario foi muito feliz pois, com
sua linguagem de fácil compreensão,
procurou relatar sua experiência de vida
muito rica por sinal , tanto
no mundo empresarial e acadêmico, como
pessoal, relacionando assuntos ligados ao
marketing. - PROF. DOUTOR
ALESSANDRO MARCO ROSINI - Pró-Reitoria
de Planejamento e Tecnologia da UNINOVE |
ADQUIRA
JÁ O SEU EXEMPLAR!
PREFÁCIO
Na infância, fui escoteiro de uniforme, mas sem
chapéu. Os chapéus do grupo eram fabricados em
Limeira por uma indústria que viria a fabricar
anos depois um modelo igualzinho ao do Indiana
Jones, objeto de consumo de meninos aventureiros.
Se no filme o chapéu de Harrison Ford não saía
da cabeça, comigo acontecia o contrário. O chapéu
não entrava. Eu era um menino de cabeça grande,
desses que a mãe usa o bonezinho para trazer a
melancia da feira. Eu era diferente, e não podia
ter um chapéu de feltro como os outros meninos.
Não fabricavam o meu número.
Aquilo me deixava frustrado, mas se na época eu
conhecesse um pouco de marketing, saberia que ser
diferente é um privilégio reservado a únicos.
É o que diferencia você, seu produto ou empresa
de uma concorrência desigual de iguais. Os
autores do gênero descobriram isso e eu também.
Na busca que fiz no site da Amazon.com na
Internet de livros de marketing, o resultado
apontava para 15.356 títulos. Na revisão deste
livro antes da publicação já eram 17.066!
Muitos desses autores são verdadeiros inventores
de novos conceitos de marketing. Outros apenas
rebatizaram velhas idéias. O que não deixa de
ser uma estratégia de marketing.
Há livros sobre marketing direto, um-a-um, de
guerrilha, digital, de rede, de relacionamento,
de permissão, essencial, experimental, simbiótico,
interativo, viral, de fertilidade, de banco de
dados, de incentivos, de substituição, de
nichos... pare para respirar um pouco, que você
está ficando azul! Tem até um do contra, o
marketing contra-intuitivo, e outro, marketing
ultrajante, com um atleta na capa jogando
basquete e pronto para encestar a bola. Nada de
estranho aí, se o atleta não fosse um lutador
de sumô vestindo apenas um mawashi - aquele
fraldão fio-dental - repartindo uma tonelada de
músculos e gordura em partes iguais.
Encontrei também algumas dezenas de sub-títulos
do tipo "The Ultimate... alguma coisa",
insinuando ser aquela a solução definitiva
neste ou naquele aspecto do marketing. Obviamente
nem todos esses livros chegam ao português com o
mesmo título ou sentido, já que a criatividade
dos tradutores se incumbe de adicionar novos
genes na hora da miscigenação lingüística,
parindo novas raças de marketing. Por isso o
livro em inglês "Gonzo Marketing",
cujo gonzo foi, segundo a revista Booklist,
emprestado do escritor Hunter S. Thompson para
significar um engajamento integral, virou aqui
"Marketing Muito Maluco".
O mais vendido na Amazon.com ainda é o clássico
dos clássicos, "Marketing Management",
de Philip Kotler. Cento e vinte dólares lá, em
inglês, menos de trinta dólares nas livrarias
daqui, em português. O marketing brasileiro
ainda sai mais barato. E acredito que seria até
mais criativo, se não nos preocupássemos tanto
em copiar o acadêmico de lá. Que tenta recriar
o marketing informal e de sobrevivência que
temos aqui. Como o do lavador de carros do Rio,
que mandou a competição dos Lava-Rápido lamber
sabão quando abriu seu Lava-Lento.
Em seu livro, Kotler fala dos estágios de
marketing vividos por uma empresa. Empreendedor
seria o primeiro estágio, o marketing criativo e
barato, quando a empresa começa a ensaiar seus
primeiros passos no mercado. Mais equilibrada,
ela depois adota o marketing profissionalizado,
que tenta recriar em laboratório e com
ingredientes artificiais o marketing empreendedor
original. Finalmente, já estabilizada - para não
dizer inerte - a empresa adota o marketing burocrático,
cheio de gráficos, pesquisas, tabelas, cálculos
de retorno de investimento e outros recursos.
Muito bom para justificar a existência de um
departamento ou livrar gerentes e diretores do
risco de deixar correr solta a terrível intuição,
evitando assim qualquer espasmo de criatividade.
Kotler confessa que seu livro ensina, em sua
maior parte, um marketing profissionalizado, e
justifica dizendo que quanto mais criativo e
intuitivo for o marketing, menor sua
possibilidade de codificação literária e
transmissão acadêmica. Kotler comenta essas três
classes de marketing na edição em português de
Administração de Marketing, após mencionar o
livro Marketing Radical , de Sam Hill e Glenn
Rifkin, uma coletânea de estratégias criativas
e de baixo custo que levaram empresas e produtos
ao sucesso, concluindo: "Nem todo processo
de marketing deve seguir os passos da Procter
& Gamble".
A inclusão de um comentário sobre Marketing
Radical na abertura da décima edição do livro
de Philip Kotler foi um refrigério para mim, que
me recuso a enxergar marketing como uma ciência
exata. "É mais fácil aprender a abordagem
profissionalizada", diz ele em seu livro, já
que é uma abordagem mais afeita ao hemisfério
esquerdo de nosso cérebro, o advogado racional
que mora sob o couro cabeludo. Criatividade e
intuição ficam para o hemisfério direito - o
artista de nosso eu - mais livre e solto para
criar, porém nem sempre fácil de se interpretar.
É deste marketing que trata este livro, uma
abordagem de marketing empreendedor, usando a
terminologia de Kotler.
Como todo marketing tem um nome, precisei adotar
um nome também para o meu. Já que você vai
encontrar neste livro aqui uma verdadeira salada
de frutas de idéias, com um pouco de tudo, achei
que cairia bem algo mais tropical, bem adaptado
à nossa realidade tão estimulante para a
criatividade. Marketing Tutti-Frutti, é isso. Um
chapéu de Carmem Miranda, que leve toda a
variedade de um pomar no rebolado, sem deixar
nenhum fruto cair. É claro que, para isso, o
chapéu precisa ser grande, mas meu chapéu é, não
se preocupe. Se não quiser chamar de Tutti-Frutti,
chame de Marketing Cabeça, que fica do mesmo
tamanho. Pois você vai precisar procurar nas
entrelinhas muito mais do que escrevi nas linhas
e vai botar o hemisfério direito de seu cérebro
- o artista - muito mais para intuir do que para
raciocinar. É este o marketing que faço.
Eu mesmo já vinha praticando o Marketing Tutti-Frutti
sem saber há algum tempo para promover meus
serviços sem me dar conta disso. Veja, por
exemplo, as crônicas que escrevo periodicamente
e são publicadas em dezenas de sites, jornais,
revistas e boletins de empresas. Elas são parte
importante de minha estratégia para conquistar e
reter clientes, e têm características multicor
e multisabor, como a imaginária cesta de frutas
de marketing que estou sugerindo - que fatalmente
nos leva a substituir o tradicional mix de
marketing por uma bem batida vitamina.
As crônicas que escrevo falam de negócios sérios
numa linguagem tão informal que beira a irreverência.
Seria isto marketing ultrajante? Elas são
enviadas por e-mail e sua cópia e distribuição
é permitida e até estimulada. Uma delas
circulou seis meses pela Internet antes de voltar
para mim. Puro marketing viral. Também é
marketing de permissão, pois só as recebe por e-mail
quem solicita e confirma o pedido. É também
marketing de relacionamento - meu boletim
semanal, quinzenal ou eventual é meu canal de
comunicação permanente com clientes e
potenciais. Sites, jornais e revistas são
estimulados a publicar meus textos como colaboração,
evidentemente levando no bojo a minha marca, numa
clara ação de marketing de guerrilha. Esta
estratégia permitiu que eu invadisse a praia de
quase trezentos veículos de comunicação, da Flórida
ao Japão. Se dá resultado? A última busca que
fiz no Google.com apontou 5.080 referências ao
nome "mario persona" ou 8.390 à
variante "mário persona", com acento
no "a", denunciando o número de páginas
que publicam algo de minha autoria. Nada mal para
um marketing pessoal que pode ser adotado por
qualquer um, sem grandes investimentos de tempo e
dinheiro.
Como já deve ter percebido, a variedade de
estratégias que levo no chapéu pode não ser um
jeito muito acadêmico ou convencional de se
fazer marketing, mas funciona. É o marketing
alternativo, o marketing caipira, igual à solução
que encontrei também para meu uniforme de
escoteiro da infância: um humilde chapéu de
palha. É claro que minha bossa-nova era um
verdadeiro desacato ao rigor do escotismo
inventado por Baden Powel, não o da bossa-nova.
Fazer o quê, se minha mãe não queria que eu
tomasse sol? Mas eu levava vantagem em termos de
marketing, e só agora percebo isso para
compensar minha frustração de então. Nas fotos
oficiais do grupo reunido sob a bandeira, eu sou
o do chapéu de palha. Os outros? Bem, os outros
são todos iguais.
Mario
Persona é consultor, escritor e palestrante.
Este é o prefácio de seu novo livro Marketing
Tutti-Frutti com lançamento em 2004. Veja mais
em www.mariopersona.com.br
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Partes deste prefácio de Mario
Persona podes ser publicadas para promoção do
livro em seu site, jornal, revista ou boletim,
desde que mantidas na íntegra as referências
acima. Clique
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de "Menina Lendo" de
Berthe Morisot (1841-1895)
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