Bookess (Brasil) -
Formatos impresso e e-book 162
páginas, 14 x 21 cm, capa
flexível, miolo papel off-set
branco
Amazon.com(EUA) 157
páginas, 15,24 x 22,86 cm, capa
flexível, miolo papel pólen
Lulu.com (EUA) 157
páginas, 15,24 x 22,86 cm, capa
flexível, miolo papel pólen
Considere que um
livro "sob demanda"
leva de 3 a 4 dias para ser
produzido, além do prazo de
envio.
Marketing Tutti-Frutti Mario Persona
Bem-humoradas crônicas, idéias e sacadas de
marketing pessoal, empresarial e social.
Marketing
viral, marketing direto, marketing de permissão,
marketing de relacionamento, marketing pessoal,
marketing de guerrilha... como você pode
perceber, não faltam denominações para os mais
diversos tipos de marketing. Essas variações
sobre o mesmo tema, em geral, costumam aparecer
em livros americanos, escritos por uma infinidade
de novos gurus, mas que, devidamente trazidas e
traduzidas para o português, nem sempre têm os
mesmos significados e aplicações para nós,
brasileiros.
Ciente de tal fato e antenado com o mercado
brasileiro, Mario Persona retorna, neste novo
livro, para saciar a fome de quem anseia por
idéias, oferecendo uma saborosa salada de frutas
tropicais com a qual o leitor se deliciará lendo
dicas, histórias e estratégias dos mais
variados tipos de marketing.
OPINIÕES
Algumas
pessoas têm a habilidade de nos informar
e ampliar nossos horizontes de forma
contundente. Mario Persona é uma delas.
Em Marketing Tutti Frutti, ele mostra que
não há limites para novas formas de
atuar no mercado, quando a criatividade
está a nosso serviço. - CELSO
VARGA, empresário
Marketing
Tutti Frutti é uma positiva afronta à
nossa capacidade de inovar, ousar, criar,
fazendo uso da experiência como
estimulante da intuição. O leitor é
instigado a explorar seu pleno potencial,
a reinventar, a reciclar, a sonhar e a
acreditar que pode fazer mais do que
imaginava. Impossível não apreciar essa
gostosa salada de
frutas. - DONIZETE SANTOS,
presidente SKF do Brasil
Beleza
de livro, ou melhor, beleza esse modo de
escrever. Eu prefiro Monteiro Lobato a
Machado de Assis porque o estilo
parnasiano de Machado não me deixa
concluir. Ele conclui tudo, e não é
esse o estilo de Mario Persona. Seu
estilo é leve e gostoso, e mais se
parece com o estilo do Pequeno Príncipe,
onde temos que interpretar suas
parábolas. - MARCOS PENNA,
empresário, fundador da Condimentos
Karina e precursor da indústria de
temperos prontos no Brasil
Esta
obra de Mario Persona retrata de forma
bem-humorada crônicas, idéias e sacadas
de marketing pessoal, empresarial e
social. Mario foi muito feliz pois, com
sua linguagem de fácil compreensão,
procurou relatar sua experiência de vida
muito rica por sinal , tanto
no mundo empresarial e acadêmico, como
pessoal, relacionando assuntos ligados ao
marketing. - PROF. DOUTOR
ALESSANDRO MARCO ROSINI - Pró-Reitoria
de Planejamento e Tecnologia da UNINOVE
INTRODUÇÃO
Na infância, fui escoteiro de uniforme, mas sem
chapéu. Os chapéus do grupo eram fabricados em
Limeira por uma indústria que viria a fabricar
anos depois um modelo igualzinho ao do Indiana
Jones, objeto de desejo de meninos aventureiros.
Se no filme o chapéu de Harrison Ford não saía
da cabeça, comigo acontecia o contrário. O
chapéu não entrava. Eu era um menino de cabeça
grande, desses que a mãe usa o bonezinho para
trazer a melancia da feira. Eu era diferente e
não podia ter um chapéu de feltro como os
outros meninos. Não fabricavam o meu número.
Aquilo me deixava frustrado, mas se na época eu
co-nhecesse um pouco de marketing, saberia que
ser dife-rente é um privilégio reservado a
únicos. É o que dife-rencia você, seu produto
ou empresa de uma concor-rência desigual de
iguais. Os autores do gênero desco-briram isso e
eu também. Numa busca que fiz no site da
Amazon.com na Internet de livros de marketing, o
resultado apontava para 61.064 títulos. Muitos
desses autores são verdadeiros inventores de
novos conceitos de marketing. Outros apenas
rebatizaram velhas ideias, o que não deixa de
ser uma estratégia de marketing.
Há livros sobre marketing direto, um-a-um, de
guerrilha, digital, de rede, de relacionamento,
de permissão, essencial, experimental,
simbiótico, interativo, viral, de fertilidade,
de banco de dados, de incentivos, de
substituição, de nichos... pare para respirar
um pouco, que você está ficando a-zul! Tem até
um do contra, o marketing contra-intuitivo, e
outro, marketing ultrajante, com um atleta na
capa jo-gando basquete e pronto para encestar a
bola. Nada de estranho aí, se o atleta não
fosse um lutador de sumô vestindo apenas um
mawashi aquele fraldão fio-dental que
reparte uma tonelada de músculos e gordu-ra
glútea em partes iguais.
Encontrei também algumas dezenas de subtítulos
do tipo The Ultimate... alguma coisa,
insinuando ser aquela a solução definitiva
deste ou daquele aspecto do marketing. Obviamente
nem todos esses livros chegam ao português com o
mesmo título ou sentido, já que a criatividade
dos tradutores se incumbe de adicionar novos
genes na hora da miscigenação lin-güística,
parindo novas raças de marketing. Por isso o
livro em inglês Gonzo Marketing,
cujo gonzo foi, segundo a revista Booklist,
emprestado do escritor Hunter S. Thompson para
significar um engajamento integral, virou aqui
Marketing Muito Maluco.
O mais vendido na Amazon.com ainda é o clássico
dos clássicos, Marketing Management,
de Philip Ko-tler. Cento e trinta dólares lá,
em inglês, menos de ses-senta dólares nas
livrarias daqui, em português. O marketing
brasileiro ainda sai mais barato. E acredito que
seria até mais criativo, se não nos
preocupássemos tanto em copiar o acadêmico de
lá que, por sua vez, tenta recriar o marketing
informal e de sobrevivência que temos aqui. Como
o do lavador de carros do Rio, que mandou a
concorrência dos Lava-Rápido lamber sabão
quando abriu seu Lava-Lento.
Em seu livro, Kotler fala dos estágios de
marketing vividos por uma empresa. Empreendedor
seria o primei-ro estágio, o marketing criativo
e barato, quando a em-presa começa a ensaiar
seus primeiros passos no mer-cado. Mais
equilibrada, ela depois adota o marketing
profissionalizado, que tenta recriar em
laboratório e com ingredientes artificiais o
marketing empreendedor original. Finalmente, já
estabilizada para não dizer inerte
a empresa adota o marketing burocrático, cheio
de gráficos, pesquisas, tabelas, cálculos de
retor-no de investimento e outros recursos. Muito
bom para justificar a existência de um
departamento de marke-ting ou livrar gerentes e
diretores do risco de deixar correr solta a
terrível intuição, evitando assim qualquer
espasmo de criatividade.
Kotler confessa que seu livro ensina, em sua
maior parte, um marketing profissionalizado, e
justifica di-zendo que quanto mais criativo e
intuitivo for o mar-keting, menor sua
possibilidade de codificação literá-ria e
transmissão acadêmica. Kotler comenta essas
três classes de marketing na edição em
português de Ad-ministração de Marketing,
após mencionar o livro Mar-keting Radical, de
Sam Hill e Glenn Rifkin, uma coletâ-nea de
estratégias criativas e de baixo custo que
leva-ram empresas e produtos ao sucesso,
concluindo: Nem todo processo de marketing
deve seguir os passos da Procter &
Gamble.
A inclusão de um comentário sobre Marketing
Radical na abertura da décima edição do livro
de Philip Kotler foi um refrigério para mim, que
me recuso a enxergar marketing como uma ciência
exata. É mais fácil apren-der a abordagem
profissionalizada, diz ele em seu livro,
já que é uma abordagem mais afeita ao
hemisfério es-querdo de nosso cérebro, o
advogado racional que mo-ra sob o couro cabeludo.
Criatividade e intuição ficam para o
hemisfério direito o artista de nosso eu
mais livre e solto para criar, porém nem
sempre fácil de se in-terpretar. É deste
marketing que trata este livro, uma a-bordagem de
marketing empreendedor, usando a termino-logia de
Kotler.
Como todo marketing tem um nome, precisei adotar
um nome também para o meu. Já que você vai
encontrar neste livro uma verdadeira salada de
frutas de ideias, com um pouco de tudo, achei que
cairia bem algo mais tropical, bem adaptado à
nossa realidade tão estimulan-te para a
criatividade. Marketing Tutti Frutti, é isso. Um
chapéu de Carmem Miranda, que leve toda a
varieda-de de um pomar no rebolado, sem deixar
nenhum fru-to cair. É claro que, para isso, o
chapéu precisa ser grande, mas meu chapéu é,
não se preocupe. Se não quiser chamar de Tutti
Frutti, chame de Marketing Cabe-ça, que fica do
mesmo tamanho. Isso porque você vai precisar
procurar nas entrelinhas muito mais do que
escrevi nas linhas e vai botar o hemisfério
direito de seu cérebro o artista
muito mais para intuir do que para raciocinar. É
este o marketing que faço.
Eu mesmo já vinha colocando em prática o
Marketing Tutti Frutti há algum tempo para
promover meus servi-ços sem me dar conta disso.
Veja, por exemplo, as crôni-cas que escrevo
periodicamente e são publicadas em de-zenas de
sites, jornais, revistas e boletins de empresas.
Elas formam uma parte importante de minha
estratégia para conquistar e reter clientes, e
têm características mul-ticor e multisabor,
como a imaginária cesta de frutas de marketing
que estou sugerindo que fatalmente nos
leva a substituir o tradicional mix de marketing
por uma bem batida vitamina.
As crônicas que escrevo falam de negócios
sérios nu-ma linguagem tão informal que beira a
irreverência. Se-ria isto marketing ultrajante?
Elas são enviadas por email e podem ser copiadas
e distribuídas, o que é permitido e até
estimulado. Uma delas circulou seis meses pela
Internet antes de voltar para mim. Puro marketing
viral. Também é marketing de permissão, pois
só as recebe por email quem solicita e confirma
o pedido. É também marketing de relacionamento
meu boletim semanal, quinzenal ou eventual
é meu canal de comunicação permanente com
clientes e potenciais. Sites, jornais e revistas
são estimulados a publicar meus textos como
colaboração, evidentemente levando no bojo a
minha marca, numa clara ação de marketing de
guerrilha. Esta estratégia permitiu que eu
invadisse a praia de quase trezentos veículos de
comunicação, da Flórida ao Ja-pão.
Se dá resultado? A última busca que fiz no
Google a-pontou mais de quarenta mil referências
ao nome ma-rio persona, revelando o
número de páginas que pu-blicam algo de minha
autoria. Para coroar isso tudo, o livro Google
Marketing de Conrado Adolpho Vaz dedi-ca quatro
páginas ao que chama de Case Mario
Perso-na, analisando minha estratégia de
marketing de Inter-net. Nada mal para um
marketing pessoal que pode ser adotado por
qualquer um, sem grandes investimentos.
Como já deve ter percebido, a variedade de
estraté-gias que levo no chapéu pode não ser
um jeito muito acadêmico ou convencional de se
fazer marketing, mas funciona. É o marketing
alternativo, o marketing caipira, igual à
solução que encontrei também para meu
uni-forme de escoteiro da infância: um humilde
chapéu de palha.
É claro que minha bossa-nova era um verdadeiro
de-sacato ao rigor do escotismo inventado por
Baden Po-wel, não o da bossa-nova. Fazer o quê,
se minha mãe não queria que eu tomasse sol? Mas
eu levava vanta-gem em termos de marketing, e só
agora percebo isso para compensar minha
frustração de então. Nas fotos oficiais do
grupo reunido sob a bandeira, eu sou o do chapéu
de palha. Os outros? Bem, os outros são todos
iguais.