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A tradução como
estratégia de aprendizado contínuo.
Desde
1978 faço traduções inglês-português
de textos para grandes corporações.
Embora hoje minha principal atividade
esteja mais voltada à consultoria,
ensino e palestras de comunicação e
marketing, nunca parei de traduzir.
A razão é simples. Traduzir é uma
excelente forma de aprender, e traduzir
textos de negócios me permite estar
sempre em dia com o que há de mais
recente circulando no meio empresarial.
Já traduzi para empresas como LTC Editora, 3M, Arvin, Meritor, Comsat, SAS, Siciliano e TRW
Automotive.
Vitamina Para a Intuição
Além de ser uma de minhas
paixões, já que está
intimamente ligada à minha
atividade de escritor, traduzir
me ajuda também a conhecer com
maior profundidade as idéias e
estilos de outros autores. Foi o
que aconteceu quando participei
da produção da versão em
português do livro "Liberte a
Intuição", de Roy
Williams, para a Editora Futura.
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Outra
tradução, um verdadeiro
mergulho nas melhores práticas
da administração, foi a que fiz
do livro Administração
8ª Edição de John R.
Schermerhorn Jr. O autor
faz da gestão algo pessoal e
relevante para sua carreira,
ajudando o leitor a se conhecer
melhor enquanto aprende
administração. |
A
Primeira Tradução: Literalmente um
Parto
Meu primeiro trabalho como tradutor foi
em 1978, quando traduzi um livro sobre
parto natural para uma editora americana.
Depois vieram dois livros sobre
produção de feltro para uma indústria
de chapéus e quase dez mil laudas de
procedimentos industriais para uma
indústria automobilística. Enquanto
isso, traduzi vários livros cristãos
para a editora Verdades Vivas.
Minha familiaridade com idiomas ajudou-me
a criar um site educacional
bilíngüe Inglês-Português sem fins
lucrativos, com mais de 700 páginas
visitadas por pessoas de 72 países.
Algumas seções são trilíngües,
incluindo o Francês.
Traduzindo Além das Palavras
Traduzir nem sempre é apenas verter um
texto para outro idioma, mas
transformá-lo em informação fácil de
digerir. A realidade cultural de
diferentes países tem grande influência
na hora de você transportar as vantagens
de seu produto ou serviço para a língua
Portuguesa falada no Brasil.
Para uma tradução técnica fiel aos
originais, ou para uma versão que vá
além do idioma, traduzindo também
conceitos e sentimentos, converse comigo. Seu texto será
traduzido por um escritor.
Mario Persona
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Mario
Persona é um tradutor de
produtos e conceitos. Dono de uma
habilidade natural de contar histórias e fazer
analogias, sabe criar uma imagem simples
das coisas complexas e transformar o
indigesto em algo apetitoso.
Seus textos e palestras traduzem
o mundo dos negócios e da tecnologia para
uma linguagem informal e até divertida,
sem deixar de lado o recheio do conhecimento de
assuntos como marketing, tecnologia,
business-to-business, comunicação, networking e
coisas semelhantes.
Se a sua empresa tem algo a dizer ao mercado,
converse antes com Mario Persona. Seu
investimento na criação de um website ou de uma
campanha publicitária será mais bem
aproveitado se for capaz de comunicar suas
idéias, produtos e serviços ao seu
público.
Ninguém convence sem uma boa conversa.
Se você quer vender, esqueça aquele discurso,
do tipo "nossos produtos tem mais
qualidade". Os de seu concorrente
também têm. Você tem uma mensagem para passar?
Deixe que Mario Persona crie os textos
que irão conversar com seu mercado,
contar as vantagens de seu produto ou serviço. Mensagens
que traduzam o que você faz, conquistem
clientes e cativem colaboradores. Que ainda
contem histórias e traduzam a visão e alma de
seu negócio. Só assim você será
diferente. Só assim será ouvido.
Veja
o que dizem dos textos de Mario Persona.
Saiba
quais empresas recebem suas crônicas.
Veículos
que publicaram entrevistas, artigos e crônicas
de Mario Persona
Leia esta crônica de Mario Persona,
publicada em seu livro "Gestão de Mudanças
em Tempos de Oportunidades", e saiba como
assuntos como tradução podem ir muito além de
uma simples versão para outro idioma:
Tradutor
de produtos
Mario Persona
Auditório lotado.
No palco, uma cópia sem bengala do Coronel
Sanders, criador do Kentucky Fried Chicken,
gesticulava atomizando saliva no ar. Seu
entusiasmo era tão artificial quanto as verdades
incontestáveis geradas por sua imaginação.
De gravata texana e desgrenhadas cãs, palavra
tão anciã quanto sua idade, derramava ilusões
numa platéia submersa pelo assombro. Da qual
minha então namorada e seu atual enamorado
marido fazíamos parte pagante. Éramos jovens, e
nosso gosto pelo inusitado fazia de nós presas
fáceis para palestras do tipo "me iluda que
eu gosto".
Show à parte era o magro intérprete, por
detrás das hastes pretas de seus óculos de
sapiência. Desconfiado de que nem tudo o que
está em inglês é verdade, suava
intranqüilidade. E ia vertendo para o português
as fichas do arquivo X que o outro trazia no
cérebro. Seu pomo-de-adão subia e descia
freneticamente, denunciando tudo o que estava
tendo de engolir. Ou traduzir.
Tradução é uma arte. Uma pintura que pinta com
outras cores nova cópia original, para que
outros olhos enxerguem a mesma cena. Às vezes a
tradução pega carona numa analogia que a leve
ao destino do original. É preciso criatividade
nesta atividade, ou em sua prima mais nova, a
tradução de produtos.
Traduzir um produto é encontrar, numa baía
tranqüila na mente do cliente, uma rocha
análoga onde fixar âncora. Para depois ir
puxando a corda bem devagar, até que o objeto e
sua analogia se confundam num texto ou no falar.
Não importa o tamanho do navio, quando bem
feita, a atracagem é perfeita.
Usando técnicas adequadas de texto ou
articulação verbal, é possível traduzir
conceitos complexos para uma linguagem acessível
até aos "mais pequenos". Com um poder
de atração igual ao da roupagem das flores,
expressão colorida de um complexo sistema
reprodutor que atrai cúmplices dentre as menos
libidinosas das abelhas.
Muitas empresas sabem que não basta criar algo
novo, seja um processo interno, marca ou produto.
É necessário certificar-se de que colaboradores
e clientes irão entender a cria. Por isso
decifra-se a esfinge para ela não ser engolida
pela indiferença. Nem a oportunidade pela
concorrência. Mas não basta verbalizar um
produto. Ele deve encontrar seu par na
compreensão das pessoas.
O tradutor precisa estar convencido de sua
vantagem e veracidade, ou arrisca sua reputação
ao endossar um original apócrifo. Pois assina
solidário com o autor e empresta sua reputação
à peça. Não se transmite confiança naquilo em
que não se acredita, nem idoneidade àquilo que
não tem. Fazer isto não é traduzir, é
mascarar. Vender geladeira para esquimó como
aquecedor. Uma caixa mágica que mantém o frio
preso enquanto a família é aquecida pelo motor.
Mas transmitir confiança não era bem o forte
daquele palestrante. Cada afirmação sua sobre o
Triângulo das Bermudas pegava o tradutor de
calças curtas. Que borrava a própria
reputação, ao fazer suas as palavras do
original texano. Mesmo assim continuava
traduzindo gestos e frases.
"I believe..." começava o
preletor indicando o próprio peito, antes de
cada afirmação duvidosa sobre mistérios
submersos em um triângulo que já parecia ter
mais de três lados. "Eu
acredito..." papagaiava o intérprete,
igualando o gesto apontado para si. "I
believe..." continuava o americano com
a maior "wooden face". "Eu
acredito..." traduzia o outro em voz
minguante.
Continuaram assim até o insólito chegar às
raias do absurdo. Quando o "I
believe..." do gringo veio seguido de
uma afirmação que faria Pinóquio corar, o
intérprete parou. Era agora ou nunca. A
redenção de sua reputação. Após dois átomos
de silêncio, sorriu um sorriso sarcástico e
travesso e, desviando do próprio peito, apontou
o dedo duro contra o palestrante e traduziu: "ELE
acredita..."
Mario
Persona é consultor, escritor e palestrante.
Esta crônica faz parte dos temas apresentados em
suas palestras. Veja em www.mariopersona.com.br
Esta crônica de Mario Persona pode
ser publicada gratuitamente como colaboração em
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