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Marketing de Gente
Mario Persona
O marketing
pessoal como suporte
para o principal ativo das empresas.
Seleção de
crônicas de negócios envolvendo conceitos de
marketing pessoal, gestão de talentos,
criatividade, gestão do conhecimento,
publicidade, relações públicas,
desenvolvimento humano, atendimento ao cliente e
negócios. Em uma época quando as empresas
descobrem que o diferencial não está no
produto, mas nos serviços, descobrem também que
são as pessoas o principal ativo da empresa, já
que são elas o elo de serviços para o cliente.
A capacidade de relacionamentos de uma empresa é
hoje vital para a construção de uma marca forte
e uma de suas grandes forças na captação e
retenção de clientes.
"Marketing
de Gente é um livro gostoso,
interessante e, principamente, útil para
quem quer ingressar e permanecer no
mercado de trabalho. Utilizando casos e
crônicas, Mario Persona ajuda o leitor a
perceber a importância de compreender e
utilizar o marketing como um guia para as
ações profissionais e pessoais. Com a
autoridade de quem pratica o que ensina,
Mario mostra de forma simples como um
profissinal deve preparar-se e agir para
ter sucesso e felicidade na sua vida e
carreira."
José Augusto Minarelli
Presidente da Lens & Minarelli
Associados Ltda.
Consultoria de Outplacement e
Aconselhamento de Carreira |
Apresentação
"Recrutar estudantes
universitários é um trabalho para o marketing,
não para o RH." - Jeff Daniel
Neste livro falo de marketing e falo de gente
como quem conta histórias para mentes e
corações. Afinal, marketing e recursos humanos
estão casados e sem direito a separação. Faz
sentido, já que as pessoas formam o principal
ativo de uma empresa talvez o único ativo
realmente ativo principalmente se esta
atuar na área de serviços. Como o futuro da
maioria das empresas depende de seu desempenho na
prestação de serviços como valor agrega-do aos
seus produtos, então isso vale para qualquer
pessoa ou empresa, desde que não seja uma pessoa
ou empresa qualquer. Para isso é preciso se
reinventar.
Mas será que são apenas as pessoas que formam o
ativo mais importante, ou é também o
conhecimento ativo delas que vale ouro? As duas
coisas. Primeiro, é preciso enxer-gar as pessoas
como produtos. Não se trata de uma visão
desumana ou que reduza o seu valor. Muito pelo
contrá-rio. Como qualquer bom produto, elas
oferecem vanta-gens, reduzem custos, aumentam o
ganho, agregam pra-zer e ajudam a injetar
prestígio e satisfação em quem compra. É isso
e muito mais que eu e você
buscamos em um produto. É isso e muito
mais que buscamos nas pessoas.
Outro ponto a ser considerado é que o serviço
depende não apenas das pessoas, mas do
conhecimento que elas têm. Portanto, não são
apenas as pessoas que constituem o ativo mais
importante de uma empresa, mas pessoas que
conhecem e que praticam esse conhecimento.
Conheci-mento colocado em prática é
competência.
Isto nos leva a pensar que a ideia de gestão do
conhe-cimento coincide com a prática de gestão
de pessoas, já que o conhecimento explícito
aquele que é codificável e documentável
é ínfimo se comparado ao conhecimento
tácito, que mora nos miolos de quem o detém.
Saber ge-renciar pessoas hoje é conseguir
extrair delas ou me-lhor, fazer com que
elas distribuam conhecimento. Mas não
espere conseguir isso de forma rápida.
O conhecimento, cuja fluidez e viscosidade
nutritiva de mel se contrapõem ao derrame
rápido da água isenta de nutrientes ou à
dispersão rápida do gás inconsistente, só tem
utilidade se for salivado por abelhas operárias
na forma de competência. É este o doce mel do
conhecimento colocado em prática no
preenchimento de casulos que são obras de
obreiras patas. Se o conhecimento não for
colo-cado em prática na forma de competência,
não passa de arroto, excelente combustível do
ego. Por isso não basta alguém saber é
preciso mostrar o que é capaz de fazer com o que
sabe.
Então vem a hora da empresa sair em busca desse
co-nhecimento que doure a pílula do produto ou
serviço ofe-recido a seus clientes. Ela sai em
busca do profissional i-deal, aquele que está
atrás de uma colocação, recolocação ou
terceirização como fornecedor potencial de
conheci-mento. Neste momento a empresa
contratante é cliente, algo que o pessoal que
ainda vive no tempo do emprego não vai conseguir
enxergar. Falo daqueles que acham que empresa é
uma instituição que está aí para servir seus
empregados. Não é.
Como em qualquer área de negócios, cabe ao
fornece-dor adaptar-se ao mercado e se posicionar
de maneira a cativar seus clientes, não o
contrário. O candidato a uma vaga ou posto de
trabalho pode até ser criterioso na esco-lha do
lugar onde gostaria de trabalhar, mas não pode
esperar que esse lugar esteja ao seu dispor. Quem
diz "Ao seu dispor!" é o fornecedor,
não o cliente. Ele está venden-do algo
no caso seu conhecimento, experiência e talento
enquanto a empresa está comprando. Todo
profissional precisa passar por uma reinvenção
para se enxergar assim.
Mas, olhando dentro das empresas, vejo que muitas
também precisam se reinventar se quiserem atrair
os me-lhores talentos. Daí a necessidade do
recrutamento ser uma ação de marketing, uma
conquista de valores para a empresa, e não um
setor de triagem passiva. Nessa relação de
conquista de novos talentos, agora é a empresa
que assume o posto de fornecedora. Ela precisa
saber vender sua marca, seu ambiente de trabalho,
suas possibilidades de carreira e seu produto
campeão para conquistar o clien-te. Que, neste
caso, é o candidato a uma vaga, alguém que ela
quer conquistar para gerar maior lucratividade e
van-tagens para si mesma.
Você já deve ter percebido que a moeda sempre
tem dois lados. Somos, ora fornecedores, ora
clientes, às vezes na mesma transação. Esta é
uma das grandes sacadas de quem negocia, pois
sabe fazer essa mudança rapidamente em meio a
uma mesma conversa, usando uma sucessão de
ações de seduzir-e-ser-seduzido para obter
sucesso nos ne-gócios. Então, quando o assunto
é Marketing de Gente, é importante entender que
se trata de uma relação de mão dupla, de como
o profissional deve se preparar para con-quistar
as melhores empresas, e a empresa, por sua vez,
para conquistar os melhores profissionais. Este
livro é, portanto, para pessoas sentadas nos
dois lados da mesa.
Para evitar que este livro acabasse se
transformando no livro de seus sonhos, adotei o
estilo mais humano possível casos e
crônicas para tratar de coisas que
considero importantes nos negócios: gente,
marketing e empresa. Necessariamente nesta ordem.
O Autor.
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aura romântica em torno da
história de um empresário, marca
ou produto, a empresa deixa de ser apenas
mais uma, para se transformar em um ícone
de sucesso. Que o digam os
fabricantes da Harley, ou do Mac. Ou por
que razão estaria uma HP tão
interessada em publicar a foto da
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