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Barbante.
PRODUTO
Produtos podem ser criados ou desenvolvidos por:
- Aquisição:
. Compra de Empresa: Empresa compra outra empresa e seus
produtos
. Compra de Patente: Empresa compra patente de produto de
outra empresa
. Compra de Franquia/Licença: Empresa compra os direitos
de uso de produto
- Desenvolvimento
. Próprio: Interno em área de projetos e
desenvolvimento própria
. Terceirizado: Contrata-se outra empresa para
desenvolver o produto
A empresa pode desenvolver produtos como:
- Novo Produto: Não existia antes. Ex. CD inventado pela
Philips
- Nova Linha: Produto existente é agregado a uma linha
de produtos. Ex. Indústria de alimentos cria linha de
biscoitos.
- Acréscimo à linha: Já existe uma linha de produto
que rcebe um novo produto. Ex. Biscoito recheado
acrescentao à linha de biscoitos.
- Aperfeiçoamento: Produto existente lançado em modelo
com melhorias. Ex. Carro com motor de 16V.
- Reposicionamento: Produto existente recebe um novo
direcionamento de mercado e qualidade. Ex. Sandálias
Havaianas para o público jovem de todas as camadas
sociais.
- Redução de Custo/Materiais/Tempo: Produto existente
é substituído por outro mais barato. Ex. Garrafas de
vidro substituídas por plástico (Embalagens PET)
Por que um produto fracassa?
- Imposição da idéia: Quando os executivos da empresa
insistem e a empresa acata a idéia por vir de cima.
- Mercado pequeno: O produto pode ser bom, mas não
existe um mercado que justifique sua fabricação de modo
lucrativo.
- Erro de projeto: O produto sai de fábrica com erros ou
defeitos que comprometem futuros lançamentos ou
correções.
- Preço Alto ou Posicionamento Errado: O marketing é
dirigido para o público errado, cria-se uma expectativa
falsa, ou o preço é alto para o produto e/ou público
escolhido.
Por que não desenvolver novos produtos?
- Dificuldades para desenvolver - carência de novas
idéias
"Desenvolver um novo produto é como beijar muitos
sapos até encontrar um príncipe".
- Fragmentação de mercado: A divisão do mercado em
nichos diminui as possibilidades de ganho em larga escala.
- Custo alto de pesquisa e desenvolvimento: A fase de
pesquisa, desenvolvimento, protótipos, correções,
novas pesquisas, lançamentos, etc. exige grandes
investimentos, fazendo com que a empresa prefira reformar
produtos consagrados ou lançar novas linhas.
- Falta capital: Empresas podem ter a idéia e o mercado
mas não ter o capital necessário para todas as fases,
da criação à comercialização.
- Ciclo de vida reduzido: cada produto que é lançado é
imediatamente copiado pela concorrência, exigindo que a
empresa desenvolva rapidamente um novo produto devido ao
encolhimento do mercado. O ciclo de vida dos produtos
está cada vez menor.
Empresas se revitalizam quando a necessidade as obriga a
desenvolver um novo produto. Exemplo: 3M, de uma
mineradora falida transformou-se inicialmente em uma
indústria de lixas utilizando o pó residual dos
minérios.
A criação de um novo produto ou a transformação (reposicionamento)
de um produto existente pode começar com um brainstorm
da gerência, gerência de produtos, gerência de novos
produtos, equipe de desenvolvimento de produtos ou
empresa especialmente contratada para a pesquisa e
desenvolvimento.
Ex. Rádios de Madeira.
No brainstorm são aceitas todas as idéias, por mais
absurdas que sejam, e depois vão sendo eliminadas as
impossíveis.
PROCESSO DE GERAR, DESCARTAR E TRANSFORMAR
IDÉIAS EM PRODUTOS
1. Gerar Idéias - Neste ponto a
pergunta deve ser: Vale a pena gastar na avaliação
desta idéia? Muitas idéias logo de início demonstram
ser inviáveis e podem ser descartadas para evitar o
custo de análise dos próximos passos.
Pessoas da gerência da empresa
Pesquisas de mercado
Descrição de problemas feitos por clientes sobre
produtos atuais. Ex. Esponja Scotch-Brite da 3M
Incentivo a funcionários para gerar idéias. Ex. Toyota
e Kodak
Análise de produtos de concorrentes
Informações de vendedores e representantes
Inventores e advogados de patentes
Laboratórios de universidades
Consultores industriais
Agências de marketing
Publicações setoriais
Livros e filmes de ficção científica
2. Seleção de Idéias - As idéias que
restarem da fase anterior são analisadas para verificar
se estão de acordo com os Objetivos, Estratégias e
Recursos da empresa. As que não se enquadrarem são
reprovadas neste estágio são descartadas. A pergunta
aqui é: está de acordo com nossos objetivos,
estratégias e recursos?
Gerente de idéias
Comissão de idéias para classificar boas, médias,
ruins
Erros de abandono de idéias:
Xerox X IBM e Kodak: copiadora
Apple X IBM: micro pessoal
3. Desenvolvimento e Teste de Conceito -
Antes de existir um produto é preciso desenvolver um
conceito. No exemplo do vestido, o conceito era toda a
fantasia envolvida no vestir, e não exatamente o
material do que o vestido era feito. No caso de uma broca
de perfurar, o material (aço, vídea, diamante) é um
fator importante no conceito. Conceito é a imagem que
será preciso criar na mente do cliente ou a
contrapartida de seu desejo. A pergunta aqui é: O
cliente irá desejá-lo? As idéias que não tiverem isto
claro devem ser abandonadas neste estágio.
Conceito é uma idéia elaborada que faça sentido para o
consumidor.
Desenvolvimento de conceito: Pó para colocar no leite.
a) bebida instantânea da manhã para adultos (confunde
com café?)
b) bebida saborosa para crianças (confunde com
refrigerante?)
c) suplemento alimentar para idosos (confunde com
alimento dietético?)
Teste do conceito por meio de pesquisas e reuniões com
amostragens de usuários. Verifica-se o conceito em
termos de benefícios, necessidades ou problemas
atendidos, concorrência, preço, desejo de compra,
utilização.
Análise conjunta, utilizando supostos produtos que
tragam as características do produto que se quer criar
distribuídas de diferentes maneiras. Ex. embalagem
plástica ou lata, sabor chocolate ou frutas, marca A ou
B, preço X ou Y, etc.
4. Desenvolvimento da Estratégia de Marketing -
Mesmo antes da criação do produto ou seu protótipo, a
idéia deve ser viável do ponto de vista de execução e
comercialização. As perguntas são: É possível (tecnicamente,
economicamente, culturalmente, etc.) criar um produto
assim? É possível comercializar um produto assim? Aqui
entram análises econômicas e pesquisas de mercado. Boa
parte das idéias já foram eliminadas nos estágios
anteriores, pois aqui o custo de análise já é maior.
Plano para lançar no mercado dividido em 3 partes:
a) Descrição (tamanho, estrutura e comportamento do
mercado, posicionamento do produto, metas de vendas,
participação no mercado, lucro)
b) Preço planejado, estratégia de distribuição e
orçamento de marketing no 1o. ano.
c) metas de vendas e lucros de longo prazo e estratégia
de mix de marketing de longo prazo.
5. Análise do Negócio - De posse das
informações de viabilidade econômica de produção e
de viabilidade de comercialização, incluindo suas
estratégias e esforços, a pergunta passa a ser: Isso
atende nossas metas de lucro? Boas idéias podem ser
abandonadas aqui simplesmente porque o mercado não é
grande o suficiente, a margem de lucro é pequena ou o
mercado pode ficar saturado a curto prazo. O fato de uma
empresa descartar uma idéia não significa que outra
empresa, de porte diferente, não possa aproveitá-la.
Avalia a atratividade da proposta para a empresa com
estimativas de vendas totais, estimativas de custos e
lucros. Na equação entra receita, custo, margem bruta,
desenvolvimento, marketing, indiretos, etc.
6. Desenvolvimento do Produto - Aqui é
feito um protótipo e é verificada, na realidade, a
possibilidade técnica e comercial do produto (o que
havia sido analisado em teoria no estágio 4). A pergunta
é: As dificuldades técnicas foram superadas? Existem
barreiras para a comercialização? Por exemplo, neste
estágio pode-se concluir que a idéia, ao ser
transformada em produto, carece de matéria prima ou
componentes que tornem o produto confiável, exigindo
esforços extras de pesquisa e desenvolvimento. Podem ser
encontradas também barreiras técnicas à sua
comercialização.
Trabalho de engenharia para ver a viabilidade técnica e
comercial do produto. Aqui é criado um protótipo em
várias versões que funcione levando em conta os desejos
do cliente (por ex. aceleração do carro, conforto,
consumo, velocidade).
Ex. A Boeing criou um ser humano para o projeto 777 para
entrar no avião virtual antes de criar o protótipo real.
Hoje protótipos de software podem ser desenvolvidos e
testados por milhares de usuários-beta pela Internet. O
protótipo passa por testes funcionais e de consumidor.
Aqui são feitos testes de desgaste, quebras, acidentes,
uso em condições críticas, etc.
7. Teste de Mercado - As idéias que
sobraram se transformaram talvez em um único produto
neste estágio. Começa uma pré-produção, onde são
fabricados lotes limitados do produto para testes de
mercado. Geralmente escolhe-se um bairro, cidade ou
região para lançar o produto e medir a receptividade do
público. Alguns produtos são também testados quanto
às suas qualidades. Se não foi bem aceito pelo mercado
em uma área experimental, pode não compensar investir
na produção em larga escala. Alguns produtos não são
simplesmente descartados nesta fase, mas voltam à fase
anterior para alterações de projeto ou modo de
fabricação.
Lançamento em um cenário real para ver comportamento
real das pessoas em relação ao produto. Ex. Procter
& Gamble levou 2 anos testando o Olestra para
substituir gorduras. Os primeiros testes causaram
diarréia em 2% dos consumidores. Mesmo corrigida a
fórmula, foram obrigados a avisar na embalagem.
8. Comercialização - Finalmente o
produto entra em comercialização em larga escala. Ainda
assim, defeitos descobertos só nesta fase podem exigir
alterações (volta para a fase 6 de Desenvolvimento de
Produto), recalls (produtos recolhidos do mercado para
substituição ou reparo em grande escala) ou até podem
ser abandonados depois de se transformarem em fracasso de
vendas. Se os problemas encontrados estiverem no
marketing, poderá voltar para a fase 4, para se criar
uma nova estratégia de marketing e comercialização. Em
alguns casos, o número de defeitos que precisariam ser
corrigidos inviabiliza a continuidade do produto.
Etapa final de mercado quando é preciso planejar quando,
onde, para quem e como lançar o produto. Estratégias
podem ser:
a) entrar antes do concorrente para ser primeiro
b) entrar junto com o concorrente por confiar no produto
c) entrar depois do concorrente para evitar o custo de
instrução de mercado
Adoção de produtos pelos consumidores:
a) Conscientização: sabe que existe mas não tem
informação
b) Interesse: estimulado a buscar informação
c) Avaliação: decide se deve experimentar
d) Experimentação: experimenta para avaliar
e) Adoção: passa a usar
Curva sino:
a) inovadores: 2,5% - ousados
b) adotantes imediatos: 13,5% - formadores de opinião
c) maioria imediata: 34% - cautelosos, não são líderes
d) maioria posterior: 34% - descrentes, aguardam outros
adotarem
e) retardatários: 16% - conservadores, desconfiam de
mudanças, adotam tradição
O que afeta a adoção:
a. vantagem relativa
b. compatibilidade
c. complexidade
d. divisibilidade
e. comunicabilidade
f. custo
g. risco e incerteza
h. credibilidade científica
i. aprovação social
9. O próximo passo é pensar no futuro do
produto, sua evolução ou planejar sua obsolescência.
[Continua...]
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Resenha do livro Administração de Marketing - Philip
Kotler
Adm. Mercadológica I
1. Marketing
2. Mercado e
Consumidor
3. Comunicação
4. Administração de Vendas
Adm. Mercadológica
II
5. Produto
6. Políticas e
Estratégicas de Linhas de Produtos
7. Outros Aspectos do Produto
8. Marketing e Serviços aos
Clientes







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