Quando a brincadeira começava, era tudo colorido. A gente abria o estojo com os bastões de massa de modelar e a criatividade corria solta. As massinhas tomavam forma e vida em bonecos, carrinhos e animais, tudo colorido. Mas não ficava assim.
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Ahá! Aposto como leu o título e correu enviar um e-mail do tipo: "Ô, Persona, sabe escrever não, compadre? O correto é assessoria de imprensa!". Tudo bem, se já enviou eu aguardo.
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Meu pai sempre me surpreendeu. Dono de uma habilidade ímpar para contar histórias era também mestre na arte de encontrar soluções simples para problemas do dia-a-dia.
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Esse japonês tem dado trabalho! O bom é que dá trabalho dos dois jeitos: trabalho bom e trabalho ruim. Trabalho bom são os contratos que já fechei só de alguém ter visto o Toshiro e entrado em contato comigo aqui. Mês passado foram dois. Trabalho ruim porque nunca vi alguém tão seqüestrado quanto esse japonês. Este mês foi mais um.
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Acho que foi em 1996, não estou bem certo. Internet era novidade e eu queria aprender a me comunicar nesse meio para criar um site pessoal. Linka daqui, troca e-mail dali, e acabei conhecendo um britânico que meu deu um conselho: "Fale de pessoas, conte histórias, converse sobre coisas que as pessoas têm em comum".
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Isso mesmo. Fui escolhido para ser capa da revista Time em sua edição de "Homem do Ano" de 2006. Ou "Pessoa do Ano", já que em 1999 a revista decidiu trocar "Homem" por "Pessoa" para evitar constranger mulheres escolhidas para "Homem do Ano".
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"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.