(Español) A gente vai ficando velho e as boas recordações começam a encher a memória, como acontece com o computador. Será que é por isso que ficamos mais lentos?! Deve ser. O coração vai apertando por qualquer motivo, a saudade dos filhos pequenos, até a cor das lembranças muda. Tudo fica sépia.
A cada dia vou me encantando mais com as possibilidades da tecnologia para resgatar velhas lembranças. Descobri que podcast e videocast também servem como álbum de velhas idéias, músicas e até imagens. Outro dia eu e meu filho resgatamos do fundo do baú uma música que fiz na década de 70, quando era bicho-grilo. Então, num domingo à tarde tocamos, cantamos e gravamos em vídeo. Coloquei o link aqui há alguns meses.
Ontem à noite dei uma ajeitada no vídeo, criei uma introdução falando dos tempos de faculdade e de meus sonhos que inspiraram aquela composição, e coloquei em meu videolog TV Barbante. Depois extraí o áudio e coloquei em meu podcast, com link na mesma página. Esta é outra novidade.
Por sugestão de um leitor, digo, espectador, criei também um podcast porque para isso bastava extrair o áudio de meus programas da TV Barbante. Assim quem não tem banda larga pode ao menos ouvir o que digo e quem tem iPod ou outro MP3 player pode levar por aí.
Agora você pode assistir ao resultado desta fase musical da TV Barbante. Sem garantia. Felizmente a maioria dos que são de minha geração já ficaram meio surdos como eu e não vão perceber o quanto está desafinado. É um privilégio nosso, pois podemos ouvir estação de rádio fora de sintonia sem qualquer chiado.
Sabia que a garotada anda trocando um toque de celular em alta freqüência para receber chamados em sala de aula? A notícia diz que descobriram que existe uma freqüência que ninguém acima dos 30 consegue escutar. Só que a mesma freqüência está sendo utilizada para enxotar jovens de locais destinados apenas a adultos.
Ah! Sim! faltou eu passar o link do vídeo (memória fraca também...): Assista "Bandeiras da Paz" aqui mesmo ou no YouTube. Ou ouça em meu podcast
Como e por que esquecemos ou precisamos esquecer? A resposta a esta pergunta, que abrange muitos e diferentes aspectos, é o tema deste livro do renomado neurocientista Iván Izquierdo. A arte de esquecer demonstra como pesquisa científica sobre o funcionamento do cérebro pode ser acessível, mesmo quando nos trata dos mistérios da memória e do esquecimento. Você vai conhecer os vários tipos de memória bem como suas respectivas áreas cerebrais. Vai também compreender porque esquecemos tanto, e conhecer várias formas de esquecimento: bloqueio, extinção e repressão. Ao final saberá que esquecemos para poder pensar, esquecemos para não enlouquecer e para poder conviver e sobreviver.
Iván Izquierdo é médico e neurocientista. Nasceu em Buenos Aires, é casado com uma gaúcha e mora em Porto Alegre. Naturalizou-se brasileiro em 1981. Trabalha em mecanismos da memória desde 1961, tendo publicado mais de 500 trabalhos em resvistas científicas de divulgação internacional e orientado mais de 40 teses de doutorado sobre o tema. Autor de vários livros sobre a memória e dois de literatura (contos). Recebeu inúmeros prêmios e distinções nacionais e internacionais. Hoje, ainda no Centro de Memória do Instituto de Biociências da Universidade do Rio Grande do Sul, Iván Izquierdo é um dos mais respeitáveis especialistas em fisiologia da memória do mundo.
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.