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06/06/2006
A Bolha Assassina
por Mario Persona
Ela apareceu pela primeira vez em 1958, mas não foi no pé. Foi no cinema. Uma produção de apenas 240 mil dólares em sua época, a Bolha voltou aos cinemas trinta anos depois a um custo de 17 milhões de dólares. Mais gosmenta, mais destrutiva e com uma taxa de colesterol absurda, depois de engolir um cinema inteiro de gente.

Na virada do século a Bolha reapareceu causando um horror ainda maior e real. Não veio do espaço sideral como no filme, mas do ciberespaço e não engolia gente, mas dinheiro. A Bolha da Internet custou muito mais que as Bolhas de Hollywood juntas. Milhões de dólares desapareceram da noite para o dia sem deixar sequer um rastro de gosma.Agora a Bolha volta a surgir, milionária outra vez. Nada a ver com a Nasdaq ou com Jack Harris, o produtor das duas primeiras bolhas cinematográficas. Porém, tão horripilante quanto as outras, ela é destaque no noticiário em todo o mundo. Numa rádio o dono desta Bolha dá detalhes aterrorizantes: pura carne viva, capaz de impedir que a pessoa atacada seja capaz de andar, correr ou jogar bola. A atual Bolha Assassina atacou o calcanhar de Ronaldo, o Aquiles da Seleção Brasileira. O atacante culpa a chuteira, mas o fabricante esclarece que nada mudou no calçado de última geração. Ronaldo abandonou um amistoso porque não agüentava de dor. Já o médico, que não sentiu nada, disse não estar preocupado. As dores teriam sido causadas por algum movimento diferente de Ronaldo durante o jogo. Movimento diferente num jogo de futebol? A Bolha na estrela do futebol mundial em véspera de Copa pode produzir muito mais que pus. A dor no pé de Ronaldo é pequena se comparada à dor no coração de milhões de torcedores e à dor de cabeça que isso pode causar para o patrocinador. Um risco que todo patrocinador corre quando seu atleta pára de correr. Apesar dos riscos, transformar atleta em garoto-propaganda tem sido um grande negócio. Nos anos 80 a Nike já patrocinava Michael Jordan com grande sucesso e a fumaça que campeões como Ayrton Senna deixavam para trás era patrocinada pela Marlboro e outras marcas de cigarro. Mostrando que em alguns casos o risco do patrocínio pode acabar sendo do patrocinado, à medida que o cigarro foi deixando seu papel de mocinho para ser visto como bandido. Se para uns o risco do patrocínio aumentou com o passar do tempo, para outros diminuiu. Os gramados que no passado eram símbolo da elite branca norte-americana viraram o palco de Tiger Woods, o campeão de golfe que aparece sob o inconfundível logo branco da Nike em seu boné de cor preta. Representante de uma minoria, ele promove, de uma só tacada, a marca, o esporte e a superação da discriminação. Até quem já pendurou as chuteiras como George Foreman é sucesso no mundo do patrocínio. Com o grill que leva o seu nome, ele ajuda a aumentar a gordura do fabricante eliminando a gordura do consumidor. A gordura excedente do filé é mostrada na TV de forma tão horrorosa e assassina quanto a Bolha de Hollywood. Neste caso já não é a marca que patrocina o atleta, mas o atleta que patrocina a marca ou dá nome a ela, mostrando que até fora de ação é possível fazer dinheiro com uma máquina de nocautear. Ou com uma máquina de fazer gols. Enquanto se recupera, Ronaldo é visto na concentração sem chuteiras, sem tênis, mas com um confortável par de chinelos que fazem qualquer bolha parecer refresco. A marca? Não sei, mas que alguém está perdendo uma oportunidade e tanto de vender chinelos, isso está.  |  | Marketing e Patrocínio Esportivo WESLEY CARDIA
Texto que vai além do histórico, dos conceitos e das formas usuais de marketing e patrocínio esportivo, mostrando como montar pacotes de patrocínio, como prospectar e estabelecer preços e o que pode ser incluído em uma negociação desse tipo. O autor trata também da quantificação de resultados, do marketing de emboscada, marketing pessoal e dos cuidados necessários à administração e proteção da marca e à elaboração dos mais diversos tipos de contratos.Sumário: Breve história, Marketing e marketing esportivo, Patrocínio esportivo, Conceitos e formas usuais de patrocínio esportivo, Criando pacotes de patrocínio, Entendendo o patrocinador e gerindo o patrocínio, Como prospectar e estabelecer preços para os patrocinadores, Fãs, clientes e mercado, Licenciamento e merchandising, Lista de propriedades normalmente comercializadas em contratos de patrocínio, Qualificando resultados, Marketing da emboscada, Naming Rights, Marketing pessoal, Agências de marketing esportivo, Proteção da marca e modelos de contratos |

Respostas: 4 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?
A minha mae conseguiu achar o livro ai no Brasil. Estou ansiosa para recebe-lo. Obrigada! So vai mesmo faltar um autografo... Alias, ja que sua filha mora por estas bandas de ca tambem, hoje foi dia dos pais. Gostaria de desejar-lhe um feliz dia dos pais. Pai de puramente ser pai, pai de ideias, pai de estudantes... Ufa... Nao deve ser uma tarefa nada facil ser pai de tantos! Um abraco carinhoso.
Enviado por Cristiane em 18/06/2006
Obrigada pela dica!
Enviado por Cristiane em 15/06/2006
***MARIO PERSONA RESPONDE PARA CRISTIANE: Olá, Cristiane. Você deve encontrar meus livros em outras livrarias. Experimente fazer uma pesquisa no site Buscapé ou no Bom de Faro.
Enviado por Mario Persona em 12/06/2006
Descobri seu blog por acaso quando procurava o seu livro para comprar no Submarino. Infelizmente edicao esgotada. Tudo o que e bom dura pouco. O seu blog e o maximo!
Enviado por Cristiane em 12/06/2006
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