Pelo número de e-mails e comentários que recebi, o pessoal se amarrou na TV Barbante. Também recebi críticas, sugestões, dicas, todas importantes. Tão importantes são as críticas quanto os elogios e esta é a primeira lição que é preciso aprender para blogar.
Porque quando você bloga — em texto, áudio ou vídeo — você se expõe e dá a oportunidade de outros interagirem com você. O blog é a interatividade que a TV procura há anos e está correndo contra o tempo para viabilizar. Porque a concorrência da interatividade na Internet é grande.
Ouvi de um rapaz que criou um blog, porém bloga como se fosse um bárbaro defendendo seu território. Qualquer comentário deixado por um incauto vira alvo de todas as flechas inflamadas que ele traz na aljava. Quem vai querer interagir com alguém assim?
Dos elogios feitos ao último programa, a maioria se referia à inovação, criatividade e senso de oportunidade. As críticas variavam do título — pouco atraente ou sem grande ligação com o conteúdo — ao vaso fora de moda na estante do fundo, devidamente substituído por minha caneca.
Outros comentários foram sobre a roupa — muito formal para ser barbante —, sobre a leitura que fiz de um teleprompter feito de papel e do corpo ainda todo amarrado. Que, de certa forma, é condizente com o nome da TV.
Não sosseguei enquanto não tentei mudar algumas coisinhas. Coloquei mais livros sob a câmera para não falar de cima para baixo, fiquei de pé para não acomodar o corpo, coloquei as mãos à mostra e gravei de manhã, minha melhor hora.
Por que conto tudo isso para você? Oras, isto aqui é um blog, interativo, e você não é uma câmera para eu dar nós e esconder as pontas. Pois bem, aí estão os nós da TV Barbante e acho que o principal é ainda me amarrar nela. Sinto-me muito mais solto falando para uma platéia de mil pessoas do que para uma lente que nem pisca para mim.
Agora vou parar de enrolar e deixar você ligar a TV Barbante e assistir o programa de hoje: "Dor de Barriga". Se ainda assim você achar que ainda tenho muito a aprender, é só clicar na figura do garçom logo abaixo. Coloquei lá uma lista de desejos e um dia pretendo comprar esses livros. Ou...
Este é um manual que -- sem ser escrito em linguagem técnica -- é a base dos cursos de treinamento da BBC. O texto enfatiza a prática, desde a idéia original até os toques finais, de tudo que se refere à produção de um programa. Demonstra que, com criativadade, inteligência e domínio técnico, pode-se produzir uma programação cativante e inovadora. Bem-humorado, dinâmico e preciso, o livro abre as portas para a renovação e o aperfeiçoamento dos profissionais de vídeo e TV.
Respostas: 1 Pessoa comentou. E você, qual é sua opinião?
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.