Quando postei aqui um link para o vídeo que fiz cantando de brincadeira com meus filhos, não esperava que tanta gente fosse acessar, escrever ou comentar. Uns pelo interesse no vídeo em si, outros pelas circunstâncias e outros até para sugerir que eu continue na carreira de palestrante e esqueça a música.
Minhas pesquisas sobre podcasting e outras formas de broadcasting caseiro continuam e descobri um novo conceito ou nome para a coisa: Slivercast. Considerando que "sliver" é o fio ou emaranhado ainda tosco de fibras produzidas por uma carda, o Slivercast é a transmissão de conteúdo de diversas origens, a maioria toscas produções independentes e caseiras visando cobrir pequenos nichos de mercado. Mas já tem gente grande de olho no mercado.
É claro que isso já existia por aí com outros nomes, como videoblogs ou 10 Segundos e você não vai achar novidade se pensar nos milhares de videocassetadas disponíveis na rede. Mas do mesmo modo como aconteceu com os blogs, que estavam acontecendo há anos nos bastidores e só agora são capa de revista, os videoblogs ainda não explodiram como negócio viável.
Se ninguém ainda criou um nome tupiniquim para isso, eu chamaria de "TV Barbante", uma modalidade que não precisa da imensa infraestrutura e investimento de uma TV aberta ou a cabo. É a TV ao alcance de qualquer adolescente com ganas de criar seu próprio canal e transmitir direto da bagunça de seu quarto. Quer apostar como não vai demorar para aparecer um videoblog chamado tvbarbante?
A idéia de explorar comercialmente vídeos pela Internet é também a evolução das obscuras fitas de vídeos de produção individual ou de pequenas empresas com conteúdos como cursos, documentários, entrevistas ou até produções independentes de curtas e longas. É o blogTV. Fazer o mesmo com fitas VHS ou DVD esbarra no problema da distribuição. Na Internet não.
Já existem empresas atuando neste mercado, vendendo tecnologia e know-how de produção de programas para a "TV barbante" ganhar uma cara mais profissional. É o exemplo da NarrowStep. O site diz que eles ajudam a gerenciar, proteger, distribuir e comercializar seu vídeo de produção independente. Estão crescendo a uma média de dois a três novos canais de TV Barbante por dia, cobrindo os assuntos que você puder imaginar.
Alguns com qualidade e objetivo profissionais já estão velejando seus programas pelos mares afora, como a Sail TV especializada barcos a vela. Outra, também profissional, é a Jump TV com noticiário internacional. Meu filho contou de uma dupla, um garoto e uma garota, que estão fazendo um belo trabalho na área e fui lá ver.
É o RocketBoom, vlog criado, dirigido e produzido por Andrew Baron Amanda Congdon com três minutos diários transmitidos para uma audiência de 100 mil pessoas. É, você leu certo. Cem mil. Haja barbante! Eles falam de tudo um pouco em um cenário que não passa de um mapa na parede, duas lâmpadas, um laptop e uma câmera. E criatividade, muita criatividade.
Quem sabe você não seja também um produtor de TV Barbante, só esperando a oportunidade de se embramar nesse emaranhado da rede? Cara, você acha que algum dia terá oportunidade de aparecer na TV convencional? Pode esquecer. É melhor criar sua própria TV e dar tchauzinho de lá para seus amigos. Eu já comecei com a TV Barbante. Oras, quem precisa de cabo?
O título Blink, a decisão num piscar de olhos pode sugerir algum tratado de auto-ajuda mas, na verdade, o novo livro do jornalista Malcolm Gladwell, conhecido pelo sucesso Ponto de desequilíbrio (Como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença), analisa, de forma detalhada e fascinante, a importância do que chamamos de intuição. Blink (The Power of Thinking Without Thinking, no original) trata das decisões instantâneas, da parte do nosso cérebro, conhecida como inconsciente adaptável, capaz de realizar raciocínios imediatos e chegar a conclusões antes que tomemos noção consciente do que está acontecendo. O livro começa citando na introdução um curioso exemplo desse processo mental. Entre 1983 e 1986, o museu J. Paul Getty negociou a compra de uma estátua de mármore grega datada do século VI a.C. e durante esse período foi realizada uma série de exames científicos e pesquisas históricas que pareciam autenticar a origem do precioso objeto.
No entanto, em diferentes momentos ao longo desses três anos, aconteceu de seis especialistas duvidarem da autenticidade da obra, aparentemente sem motivo, à primeira vista. "Eles simplesmente deram uma olhada na estátua, uma parte de seus cérebros efetuou uma série de cálculos instantâneos e, antes que tivessem qualquer espécie de pensamento consciente, eles sentiram algo", narra o autor para em seguida dedicar o resto do livro a explicar como funciona esse processo mental e mostrar mais exemplos de situações relativas a ele. Como conclusão, Gladwell defende a importância dos dois primeiros segundos em que o ser humano reage a uma situação. Em suas 254 páginas, Blink trata a intuição como importante ferramenta de decisão, um diferencial que deve ser cada vez mais valorizado no mercado de trabalho e na vida pessoal. E faz isso com uma linguagem acessível e envolvente que tornou o livro um sucesso que vendeu mais de 200 mil exemplares nos Estados Unidos em apenas três meses. Motivo pelo qual o astro e produtor Leonardo DiCaprio, numa decisão rápida, comprou os direitos do best-seller para uma adaptação cinematográfica com estréia anunciada para 2007.
Respostas: 8 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?
Peço que leia a matéria "Aconteceu com Justin Berry". Confesso que não tenho a mínima intenção de tornar o Blog conhecido dessa maneira. É uma história que deve ser repassada e discutida por todos que preservam seus lares. Não é necessário que indiquem o Blog.
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.