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23/02/2006
Bono de Vox
por Mario Persona
O relógio marca 2:45 da madrugada e tive uma inspiração. Devo colocá-la no papel? Geralmente é o que faço. Tenho bloco e caneta no criado-mudo, mas hoje corri para o computador. Se eu não escrever? Pode esquecer...
Chame de intuição, estalo ou inspiração, o certo é que não basta ter, é preciso que esteja associada à oportunidade. Ou, se preferir em latim contemporâneo, timing, que o Houaiss define como "sensibilidade para o momento propício de realizar ou de perceber a ocorrência de algo" e Geraldo Vandré como "quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Comecei a pensar no assunto há duas madrugadas, enquanto assistia a um documentário sobre o incrível Robert Allen Zimmerman, nome bom para um joalheiro, não para um Bob Dylan. Levado a tiracolo para o movimento dos direitos civis por Joan Baez, é o típico caso do talento que se transformou em evento graças ao timing do vento. Nossa! Não acredito que fiz esta rima ridícula! Acho que é porque "Blowing in the Wind" — adotado como hino dos direitos civis — está despenteando meus neurônios. Mas foi assim. Protestar contra a discriminação nos EUA era a bola da vez. Mas não foi só Dylan quem ganhou com o timing. Não havia na Inglaterra um ativismo social igual, mas havia uma boa hora para uma banda do bem e outra do mal: Beatles e Rolling Stones. Bem, no princípio os dois eram do mal, vestidos de couro e cabelos desgrenhados, mas Brian Epstein decidiu lançar os Beatles comportados, de terninho e cabelinho Channel, uma alternativa higiênica para os Rolling Stones. Assim papai e mamãe podiam deixar os filhinhos irem aos shows. John Lennon foi o Bob Dylan dos Beatles no timing de seu protesto. Vai ter fã querendo me matar como fizeram com ele, mas está na cara que ele soube e fez a hora, despindo-se literalmente dos valores ocidentais e adotando, também literalmente, valores orientais. Que o timing estava correto, isso estava. Senso de oportunidade é geralmente traduzido como sorte por quem vive reclamando que não tem e morre de inveja de quem tem. Agora que já estou jurado de morte pelos fãs de Bob Dylan e John Lennon não custa nada falar do senso de oportunidade de Bono Vox, pseudônimo de Paul David Hewson. Assim como Bob Dylan e John Lennon, cada um em sua época e ao seu modo, Bono Vox é referência na era da inclusão social — U2 lê-se "You Too" ou "Você Também". Entenda que ter senso de oportunidade não é o mesmo que ser oportunista, no mau sentido. É sinal de inteligência, de saber aliar sua arte a uma causa ou sua causa a uma arte, de unir o útil ao agradável. É por falta de timing que muitas estrelas de menor grandeza não passam de aquecimento para shows maiores. O que não deixa de ser uma oportunidade. Ah! Há outra coisa que preciso incluir neste tema tão oportuno: senso de oportunidade depende de presença de espírito e boa comunicação. Duas coisas que Bono Vox demonstrou ter numa entrevista mais ou menos assim: — O que acha de seu show ser depois dos Rolling Stones, que atraíram mais de um milhão de pessoas? — Acho ótimo que tenham feito o aquecimento do público brasileiro para nosso show — respondeu o artista espirituoso e bom de papo. Ou, na gíria em latim que deviam usar na Roma antiga, "bono de vox". [>> Envie a um amigo >>] Use o formulário abaixo para comentar.
 |  | Os Meios Justificam os Fins: Gestão Baseada em Valores... RICARDO VARGAS
A missão, a visão e os valores, em muitas empresas, são definidos e expostos na parede, mas não são usados na gestão de pessoas. Existem programas de responsabilidade social e códigos de ética que são confundidos com filantropia e adotados apenas como fonte de marketing. O essencial da ética empresarial tem passado ao largo das abordagens tradicionais. Ricardo Vargas redefine a ética empresarial, propondo um modelo para sua gestão. Cada pessoa tem uma ética, uma maneira de tomar decisões e agir em consonância com seus valores, e as empresas também procuram estabelecer uma ética, agregando colaboradores em torno de uma missão e de valores definidos, para realizar uma visão e concretizar objetivos de negócios. Muitas vezes, porém, a ética desejada da empresa e a de seus colaboradores não coincidem. Quando isso acontece, há um enorme desperdício de recursos, gastos em atividades não produtivas. Combinando experiência no desenho de processos de mudança organizacional e de gestão da ética com conhecimentos científicos sobre o comportamento humano, este livro é uma ferramenta indispensável em programas de desenvolvimento de líderes; interessa a todos que querem melhorar suas competências de administração de empresas utilizando a ética como ferramenta de liderança. |

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I still haven’t found what I’m looking for Há quanto tempo você não pára para pensar se está no caminho certo? Aliás, você tem alguma pista sobre o verdadeiro motivo de estar aqui? Eu já vi um rockeiro sessentão tão sexy e contagiante como nenhum outro de 20 Eu já vi uma banda irlandesa torcer generosamente pelo meu país Eu já vi toda angústia pós-adolescente cantada no tom grave de um cara que morreu ‘literariamente’ de prazer Eu já vi a irreverência morrer aos 20 e poucos anos porque uma montanha estava na rota de colisão de um avião Eu já vi a alma de uma banda renascer só pra cantar Eu já vi grandes românticos morrerem de porre e outros tantos de overdose But I still haven’t found what I’m looking for Eu já passei na escola Eu já emoldurei diplomas Eu já fiz curso de jóias Eu já aprendi a dançar Eu já brilhei ao decorar E eu já sei que tenho tanto pra contar But I still haven’t found what I’m looking for Eu já recebi carta perfumada Eu já andei de mão dada Eu já fui casada Eu já apostei em alguém que era só de fachada Eu já sei que tem gente que não tá com nada Eu já acreditei estar de alma lavada But I still haven’t found what I’m looking for Eu já tive medo do meu pai Eu já corri atrás do meu próprio rabo Eu já recebi filhos pra tomar conta Eu já acreditei em pessoas que me maltrataram Eu já fui traída na essência por quem menos esperava Eu já me empolguei mil vezes But I still haven’t found what I’m looking for Não sou vítima da minha própria história Nem a gostosona que se acha a tal Tampouco sei se perco tempo querendo entender Da minha vida o objetivo final And I still haven’t found what I’m looking for Você conhece a sua própria história? Beijo Heloísa Helena é jornalista e diretora da Prima Pagina Projetos de Comunicação "As opiniões expressas em artigos assinados não correspondem, necessariamente, às do GuarulhosWeb, podendo ser contrárias a elas. O GuarulhosWeb não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados." Cá entre Nós -------------------------------------------------------------------------------- 16/2/2006 09:00:48 -QUEM SEGURA A ONDA DE QUEM? 1/2/2006 08:50:27 -AGORA É PRA VALER! 22/12/2005 09:14:16 -AMPLIE SUA GENEROSIDADE 14/12/2005 10:01:18 -NA ONDA DAS “SURFISTINHAS” 7/12/2005 09:30:17 -ABAIXO AS ALMAS GÊMEAS!!!
Enviado por Heloísa Helena em 03/03/2006
Recebi mais uma excelente crônica do Sérgio Lapastina que menciona o que escrevi. Você pode visitar o blog dele clicando no meu nome logo abaixo, no qual coloquei um link para lá. Na última, ele escreve: "Outro dia escrevi que esse ano não ia existir. Continuo achando, mas sou obrigado a assumir que, diante de tudo o que já aconteceu, que vai ser um não existir com pepipo pra caramba pra gente resolver. Meu amigo e guru Mário Persona escreveu hoje que finalmente, na próxima semana, o ano vai começar. (como Mário, não foi você? Ah, tudo bem... também isso não tem a menor importância). E o pior é sou obrigado a concordar com ele (puro modo de dizer, já que concordar com um cara como o Persona é sempre uma demonstração de inteligência e bom senso): perceberam que está no ar um "que" de tristeza? Acabaram as férias. "
Enviado por Mario Persona em 24/02/2006
Oi Mario! Havia um bom tempo que nao recebia seus emails "Cafe"... talvez algum anti-span por aqui... Bem, acessei seu blog, e fui surfando por ele e seus links... achei o site do seu filho (muito bom!) e o blog da LocaWeb. Vendo uma foto dos escritorios num texto sobre o carnaval, postei uma mensagem que dá assunto pra voce... Lobo abaixo... Grande abraço, Eduardo Ferreira Fiat do Brasil "Vendo as fotos vi uma coisa interessante. Achei que só aqui na minha empresa é que os escritorios eram chatos…. O mesmo layout, baias e mais baias, a mesma cor creme pastel, etc… aqui eles implantaram um programa “Mesa Limpa”, eliminando ainda mais qualquer tipo de personalizacao em nosso ambiente de trabalho… acho que já era hora dos escritorios serem menos corporativos e mais humanos, mais estimulantes…. "
Enviado por Eduardo em 23/02/2006
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