:cool: Hoje o pintor em minha janela surpreendeu-me com uma nova obra. Um quadro de cores quentes, pinceladas vigorosas e uma linha em tons sombrios separando o céu azul da terra ardente. Diferente dos dois últimos quadros que pintou em minha janela, um em tons suaves e outro no qual depositou ouro sobre veludo azul.
Os únicos elementos iguais na tela são as silhuetas dos edifícios feitos pelo homem, estáticos e previsíveis. É fácil saber como estarão amanhã, mas o mesmo não pode ser dito da obra do pintor em minha janela. Amanhã ele traz nova surpresa. E isso usando sua técnica peculiar de pintura em camadas, ou layers, como a utilizada no desenho animado.
Quando o Pato Donald caminhando na tela, as casas logo atrás vão passando em uma velocidade, as montanhas ao fundo mais devagar, as nuvens no horizonte bem devagarinho e o sol nascente parece fixo. Os artistas desenham sobre diferentes folhas de material transparente que sobrepostas e movimentadas em velocidades diferentes criam a ilusão de profundidade. Da próxima vez que viajar de carro, olhe pela janela lateral e verá o mesmo efeito.
Mas enquanto os desenhistas pintam lâminas transparentes sobrepostas, o pintor em minha janela pinta lâminas cronológicas. Vê aquele prédio ali? Ele estava a uma fração de tempo de sua imagem que chegou à câmera. As nuvens existiram poucos segundos antes da imagem que eu enxergava. Quando bati a foto elas já não existiam mais assim. E aquela explosão de fogo no horizonte — o Sol — aconteceu, na realidade, oito minutos antes de eu apertar o botão. Incrível, hein? Uma pintura em camadas de tempo! Só o pintor em minha janela para conseguir tal feito e efeito.
Nosso Sol está a uns 150 milhões de quilômetros, portanto o Sol que você vê — é melhor não olhar diretamente para ele — é o Sol do passado. É sua imagem que viajou tudo isso que você vê chegar. Quando você olha para o céu, não vê a coisa como é, mas como foi e ainda em camadas cronológicas não simultâneas.
Sabe aquela estrelinha que parece ao lado da outra? O que vê é como ela era há milhares ou milhões de anos, e a outra que vê simultaneamente existiu ali milhares ou milhões de anos antes ou depois da primeira. Muito louco, hein? Dá para acreditar no que você vê? Não dá.
Veja esta outra estrela que já foi como nosso Sol. Hoje está moribunda. Hoje?! É chamada de Nebulosa Olho-de-Gato, mas é uma estrela que está morrendo. Está?! Bem, era uma estrela morrendo há mais de 3 mil anos, que foi o tempo que levou para sua imagem chegar às lentes do telescópio Hubble. Então o que você vê é o que a estrela foi e nosso Sol será. Mas não se preocupe. Quando o Sol morrer você só vai descobrir oito minutos depois, que é o tempo que sua luz leva para viajar até aqui.
E então, continua acreditando nas coisas que vê, que ouve, que cheira, que sente? Nem eu. É melhor acreditar no pintor em minha janela, o único capaz de pintar com as tintas das eras aquilo que pensamos que é, mas já foi. Quando meus filhos eram pequenos eu sempre falava a eles desse pintor e de sua obra. Hoje eles são grandes o suficiente para acreditar no que quiserem, mas acreditam mais no pintor do que na pintura.
"Poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion? Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos? Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra? Jó 38:31-33 [>> Envie a um amigo >>] Se você gostou das mensagens sobre "O pintor em minha janela" que costumo publicar aqui, irá gostar de saber que criei um blog só para isso. Clique aqui para conhecer. Depois escreva dizendo o que achou. Use o formulário abaixo para comentar.
As descobertas astronômicas se sucedem, e paulatinamente os profissionais constatam a importância da colaboração de astrônomos amadores em seu trabalho. A fim de estimular os que perscrutam o céu por diletantismo, este manual apresenta técnicas e métodos de observação, tanto a olho nu quanto através de binóculos, lunetas e telescópios – ensinando até mesmo como construí-los. Traz também apêndices valiosos, incluindo um glossário e listas de endereços de associações, observatórios, planetários e lojas de material astronômico. Este Manual do Astrônomo, em estilo simples e direto, reafirma o já conhecido talento de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão como escritor de divulgação científica.
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Agora meus olhos se abrirão ainda mais para ver a arte deste pintor que também dar-me o prazer de conhecê-lo, conviver com ele, mas sem perceber direito.
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.