A revista "Outra Coisa" do Lobão vira loja de música. Segue a tendência mundial de diminuir a distância entre artista e público, atropelando gravadoras.
O barateamento do processo de produção com uso de novas tecnologias foi um passo. Outro é a distribuição alternativa, como em revistas, algo já feito pela indústria de software. Mas o New York Times mostrou recentemente a prática crescente de venda de CDs de artistas independentes nos botecos e bazares de bairros.
Há alguns anos vi lojas no Rio que competiam com os camelôs de calçada. As próprias lojas montavam barracas iguais às dos camelôs na frente de suas portas, protegendo assim seu "território". Para o cliente que passava, tinha tudo de uma banca de camelô, só que ele nem imaginava que eram os mesmos produtos e preços da loja atrás da banca.
O mercado de música está mudando muito rápido, sem grandes chances para a sobrevivência dos antigos intermediários. Surgem novos, como é o Lobão quando inclui música de outros grupos para vender em CDs acoplados à sua revista. Se a distribuição for um problema para o músico, o intermediário será útil, seja na distribuição convencional – e o Lobão acaba sendo um intermediário, e a banca é distribuição convencional para revistas – seja na Internet, como o site TramaVirtual. Se o intermediário não for útil, não agregar valor, nem facilitar a vida do consumidor, ele desaparece.
Enquanto todo mundo reclama da pirataria, tem gente botando a cabeça e a criatividade para funcionar. É claro que o consumidor vai continuar comprando o pirata, se puder encontrar preço baixo e qualidade suficiente para escutar em players baratos. Seria ingenuidade pensar em conscientização de algo tão popular e de fácil disseminação como a música. Mudar uma cultura – ainda que perniciosa para o artista – é muito difícil, talvez até impossível numa geração. Não é a cultura e nem o mercado que vai mudar a curto prazo, por isso mudem as gravadoras. Descubram alternativas ou desapareçam. Enquanto isso, o mercado, os criativos e a pirataria são coisas que vão continuar existindo por muito tempo.
A hora é de criatividade, de piratear o pirata. Falei disso em uma crônica chamada "Sequestros Autorais", que escrevi depois de encontrar uma de minhas crônicas publicadas em pelo menos duas revistas e 3 sites com diferentes nomes de autores. Sequestros Autorais faz parte de meu livro Marketing Tutti-Frutti, mas pode ser lida aqui.
e.life: Idéias Vencedoras para Marketing e Promoção na Web ALESSANDRO BARBOSA LIMA Neste livro, descubra: - Preciso realmente de um web site? - O que uma visita a McDonald´s pode me ensinar sobre marketing na internet? - Como vender minhas idéias na web gastando pouco? - Como Star Wars inspira a criação de experiências positivas para consumidor on-line? - Qual a relação entre marketing na internet e o atentado ao World Trade Center? - Por que os internautas vendem melhor do que eu?
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.