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13/06/2004
Os 3 Porquinhos
por Mario Persona
Os 3 Porquinhos Era uma vez três porquinhos que viviam felizes na Floresta Encantada Ltda. Seus nomes eram Prático, Schweinchen Schlau e Cícero. Schweinchen Schlau é o Heitor na versão alemã. Decidi importá-lo para minha história fazer sentido. Ele era organizado, teórico e inflexível. Um bom administrador, porém vivendo no passado. Cícero, ao contrário, vivia no futuro. Sonhador e empreendedor, viajava pela Hellmann's Airlines. Já o Prático era... bem, ele era prático, oras! Vivia no presente.
Sagazes, os porquinhos perceberam que a tendência era a empresa livrar-se de tudo aquilo que não fizesse parte de seu core business, mandando muito mais do que três porquinhos de volta para casa. Alguns ficariam desempregados, outros terceirizados. Longe de significar uma ameaça, para eles era a realização do antigo sonho de viver sem emprego e sem patrão – iriam ser donos do próprio focinho. Cada um saiu da empresa para se dedicar a projetos pessoais ou enfrentar novos desafios, como é costume dizer de executivos que perdem o emprego. Construíram cada um o seu home-office e, para afugentar o fantasma do desemprego, ouviam uma musiquinha em MP3 que baixaram da Internet. "Quem tem medo do Lobo Mau, Lobo Mau, Lobo Mau?". Porém Prático logo percebeu que não era fácil tocar o próprio negócio no conforto do seu home-office de tijolos. Das oito horas diárias com direito a almoço e cafezinho que tinha no antigo emprego, passou a virar dezoito horas injetando café nas veias e colocando palitinhos nas pálpebras para o serviço ficar pronto para ontem. A tão sonhada liberdade virou pesadelo e ele acabou fazendo coro com Ataulfo Alves: "Eu era feliz e não sabia". De empregado passou a escravo. Culpa do trabalho em casa? Não, culpa das habilidades que lhe faltavam para manter um negócio. No antigo emprego, Prático podia contar com o porquinho Cícero, sonhador e empreendedor, explorando tendências e criando novas oportunidades de negócios. Podia contar também com o suporte de Schweinchen Schlau, o organizado porquinho administrador. Só agora percebia a importância do administrador e do empreendedor trabalhando ao seu lado. Antes, enquanto Prático executava o trabalho de rotina, eram eles que cuidavam do planejamento, desenvolviam novos produtos, compravam, vendiam, cuidavam da contabilidade, dos serviços bancários e até de providenciar que o café fosse servido e o lixo colocado na rua. Agora, adivinhe quem fazia o próprio café ou colocava o lixo na rua? Sem falar de comprar, vender, ir ao banco, manter a contabilidade em dia, atender ao telefone e buscar os leitõezinhos na escola. Prático entendeu que a expressão três em um não era marmelada. Onde errou? Na verdade não errou, como não erra qualquer porquinho que sonhe ser dono de seu próprio negócio ou decida trabalhar em regime de home-office. A princípio Prático teve a visão e a motivação necessárias para começar, mas assim que a adrenalina secou ele voltou à rotina. Tinha que executar o trabalho e não sobrava tempo para ser, além de Prático, administrador e empreendedor. O cliente queria o serviço para ontem. Sua empresa estava uma porcaria. O que fazer? Prático começou a pensar. Terceirizar! Foi a solução que adotaram na empresa onde trabalhou. Faria o mesmo. Contrataria fornecedores para os serviços que ele não podia, não sabia ou não queria fazer. Usando de tecnologia da informação, Prático criou uma estrutura que lhe permitisse trabalhar conectado e integrado à sua rede de fornecedores, clientes e parceiros. Schweinchen Schlau foi o primeiro cujos serviços contratou. Confortavelmente instalado em um home-office de madeira, passou a cuidar das tarefas administrativos para Prático. Cícero foi o segundo, consultor de novas tendências de negócios, que de seu home-office de palha apontava para Prático os novos rumos e tendências. Os três tinham descoberto uma nova forma de se trabalhar. E o Lobo Mau? Sabia que você ia perguntar. Bem, o Lobo Mau tem enviado currículos para diversas empresas, mas as portas não se abrem para ele. Deve ser por causa da idade, da falta de atualização ou por não falar inglês. Com o fôlego que tem, continua tentando. Até agora só recebeu resposta da Floresta Encantada Ltda. em um e-mail que dizia: "Lamentamos informar que o emprego que procura já não existe."  |  | Marketing de Serviços Profissionais PAUL N. BLOOM PHILIP KOTLER Hoje em dia, há uma intensa concorrência em quase todas as profissões, desde os serviçoes de saúde até a contabilidade e a advocacia, e a sobrevivência de muitas organizações de serviços profissionais depende da sua habilidade para competir. Esta edição atualizada de Marketing de Serviços Profissionais ajudará eficientemente todos os profissionais a comercializar seus serviços e a progredir nesta era intensa de concorrência. Diferente do marketing de bens e serviços convencionais, o marketing de serviços profissionais apresenta questões e problemas específicos. Reconhecendo as necessidades de quem comercializa serviços profissionais, esta obra essencial apresenta orientações sólidas e aprofundadas, bem como estratégias e técnicas especialmente desenvolvidas para os provedores de serviços profissionais.
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Respostas: 6 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?
Olá Mário. Estou adorando suas crônicas. Essa dos 3 porquinhos é interessantíssima (divertidíssima também). Gosto muito do seu estilo de escrever, simples, direto, sem rebusques, sem (jamais) cair na mediocridade. Mas o que mais me atrai nos seus textos é o toque de bom humor, a praticidade e a forma como consegue tratar de coisas sérias (como negócios e marketing) de maneira divertida. Também pudera, vc é mais do que um profissional e já posso dizer que sou sua fã de carteirinha e estou começando a "usá-lo" como fonte de inspiração (também gosto de escrever) e referência e já posso dizer que o considero um dos meus escritores favoritos. Abraços!
Enviado por Elaíne em 15/02/2005
eu recewbi a medalha de perola por email, gostei do texto e achei seu site, li a historia pratica e resolvi te dizer, bom encontrar quem escreve sobre corporações de forma clara e agradavel, ,voce ja assistiu da vida nada ser leva de Frank Capra? bom parabens pelo marketing direto, voce ja escreveu alguma cronica sobre isso? plinio
Enviado por plinio em 02/09/2004
Oi Mário!! Li sua crônica e achei bacana a forma como você dá dicas de maneira divertida e simples. Acho que deveria vir à Anápolis para podermos prestigiarmos de perto.
Enviado por Amábia em 30/08/2004
Gostei do seu blog , da estorinha dos tres porquinhos e da aula de orkut que indicou. Vou visitá-lo mais vezes e indicar para amigos. Lembra-se da música do Lobo bobo? "Era uma vez um lobo mau, que resolveu jantar alguém, estava sem vintém,".....Lembrei-me dela lendo a sua versão. Legal.
Enviado por Wilma Borges em 11/08/2004
E ae, Mário! Gostei mesmo foi de ler como vc aceitou a Jesus. Interessante é que não é só os anjos, no céu, que se alegram quando um pecador, arrependido, se rende aos pés do Senhor do universo, o nosso Salvador Jesus Cristo; nós, os seus conservos, também nos alegramos! Que o Senhor te abençoe sempre e mais e mais. Shalom, Enih Gil'ead
Enviado por Enih Gil'ead em 19/06/2004
Mário, como você é gostoso de ler. Eu tenho lido suas crônicas bem na hora do cafezinho; dizem que café vicia, eu não sei; adooooro café, tomo desde pequena e nunca parei pra conferir. O que sei é que estou viciada em você desde que escutei sua entrevista na CBN.
Enviado por Cibele em 17/06/2004
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