Um amigo costumava dizer que se vir um banqueiro pular pela janela do vigésimo andar, pule atrás porque aquilo dá dinheiro. Bill Gates só não é banqueiro porque o dinheiro que tem é dele, não dos outros. E agora – vejam só – está propagando as virtudes dos blogs. Acho que vem aí o Bill-log.
Hoje dei uma olhada no BlogAds, empresa especializada em vender espaço para anúncios em blogs. Seu argumento para vender é que blogs formam hoje o espaço freqüentado pela nata dos formadores de opinião, de jornalistas a usuários compulsivos de produtos de inovação. É mercado ou não é?
"Eu leio muito, mas só literatura. As revistas me dão até um pouco de agonia na cabeça. Não gosto muito, não. A maioria é de uma frivolidade muito grande, não me interessam. Tenho horror ao chamado 'gosto médio'. Prefiro o mau gosto ao gosto médio. E a maioria das revistas é feita buscando esse maldito gosto médio."
Se pensarmos na comunicação em massa que é feita para as massas, ficará cada vez mais difícil atingir um público específico dentro dessas massas médias e de segmentação duvidosa. O jeito será partir para meios de comunicação em "massinhas", produzidos e lidos por tribos. Mas esses meios estão tão pulverizados...
Fica difícil desarmar o circo da comunicação tradicional para armá-lo dentro desse novo ambiente? Ninguém disse que seria fácil permanecer no mercado. E se for no mercado de trabalho, então é bom ler o que o Carlos Nepomuceno escreve em sua coluna. Nepo é colunista do Jornal da Tarde e escreve com uma lucidez e simplicidade que merecem aplausos em Você.com.br: "Prepare-se, pois daqui para frente ninguém mais vai permanecer na mesma carreira a vida toda".
E por falar em Jornal da Tarde, ele mudou muito desde que foi criado como um jornal de vanguarda e voltado para uma certa elite capaz de entender sua linguagem gráfica e cultural. Depois de passar por várias transformações, minha impressão é que acabou se posicionando como um jornal voltado para uma massa maior de leitores médios.
O mesmo caminho que está sendo trilhado pela TV aberta, apelando para uma programação que atraia o gosto popular, mas que irá repelir anunciantes voltados para um público mais sofisticado. Onde estará esse público? Talvez a leitura de "The future of advertising" ajude a mostrar.
Queda da Propaganda, A LAURA RIES AL RIES Neste livro os autores, famosos estrategistas de marketing, apresentam uma nova era: a era de relações públicas. As principais marcas da atualidade nasceram da publicidade, não da propaganda. Uma análise mais detalhada da história das marcas modernas de maior sucesso mostra que isso é verdade. De fato, inúmeras marcas, entre elas Palm, Starbucks, The Body Shop, Wal-Mart, Red Bull e Zara foram construídas praticamente sem propaganda. Usando histórias de caso de campanhas bem-sucedidas de RP, associadas a histórias de campanhas fracassadas, A queda da propaganda oferece valiosas idéias para os profissionais de marketing – ao mesmo tempo em que demonstra que: . A propaganda carece de credibilidade, um ingrediente crucial para a construção da marca, e somente a RP pode proporcionar essa credibilidade. . A abordagem estilo big-bang defendida pelos profissionais de propaganda deveria ser abandonada em favor da construção lenta pelas relações públicas. . A propaganda só deveria ser usada para manter as marcas depois que elas já tiverem sido estabelecidas por meio da publicidade.
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.