É claro que a educação a distância é um fato e uma tendência irreversível. Porém alguns cursos do tipo "estude sozinho" às vezes decepcionam porque não passam de uma monótona sucessão de telas intercaladas por testes, animações e uma musiquinha para acordar. Será possível fazer melhor do que isso?
Sou um dos maiores entusiastas do ensino a distância, mas há cursos que trazem um volume de informação que é apenas uma fração do que seria possível beber de um livro sem a odiosa perda de tempo para ir de tela em tela. Não passam de tutoriais e tropeçam no fato de que apenas uma parcela do conhecimento pode ser transmitida dessa forma. O filé só é servido pelo contato e debate de idéias. Quer um exemplo? O que você prefere: aprender futebol clicando numa sucessão de slides com frases do Pelé ou batendo uma bola com ele?
Li em algum lugar (veja em meu criado mudo logo abaixo) de uma empresa que possuía um dos maiores especialistas do mundo em interpretação de fotografias aéreas para prospecção de petróleo. A fim de reter esse conhecimento, foi contratado um analista de sistemas para desenvolver um software de inteligência artificial capaz de igual façanha.
Durante meses o analista conviveu com o especialista, transferindo para o software todo o conhecimento que conseguiu captar. O projeto terminou num software que não funcionava e num analista de sistemas que funcionava. O contato pessoal fez dele o segundo maior especialista em interpretação de fotografias aéreas para prospecção de petróleo.
Se você quer aprender algo, é preciso entender o segredo do aprendizado. Primeiro, humildade para reconhecer que não sabe. Depois, flexibilidade para mudar e aprender a se adaptar a uma nova visão que será conquistada por novos conhecimentos. Terceiro, sempre que possível busque um contato pessoal, o debate e o relacionamento com seres igualmente humanos, mesmo que para isso utilize a tecnologia da informação.
É no relacionamento - real ou virtual - que a sinapse se exterioriza envolvendo os cérebros próximos ou conectados, gerando imprevisíveis centelhas de novos conhecimentos numa cadeia sem fim. Este é o aprendizado por contato e a verdadeira disseminação do saber.
Conhecimento Empresarial: Como as Organizações Gerenciam Seu Capital - THOMAS H. DAVENPORT LAURENCE PRUSAK Não tenho certeza, mas acho que foi neste livro que li o caso da empresa que queria inventar um software de análise de fotos aéreas para prospecção de petróleo que menciono em meu texto. Não tenho como conferir porque li o livro em sua versão inglesa e emprestado de um amigo. Já não está em meu criado-mudo físico, só no da memória. Ao contrário do que geralmente acontece com livros emprestados, eu devolvo.
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.