De vez em quando sou entrevistado por alguns veículos de comunicação que, de tanto cutucar, conseguem extrair algo do Tico e Teco, os dois neurônios que moram em minha toca craniana.
Quem sabe o que pode ser interessante para essa fase de sua vida ou para sua carreira? Confira alguns assuntos dos quais já falei e visite os links. Em alguns casos preservei o link da matéria original, como foi publicada. Em outros precisei criar uma página em meu site e publicar o texto lá, já que alguns veículos curiosamente costumam eliminar o endereço onde suas matérias foram publicadas após alguns meses. Desconhecem que ter material publicado é a melhor maneira de ser encontrado nos sites de busca.
Você também verá entrevistas que fiz questão de publicar na íntegra pois a revista ou jornal aproveitaram apenas duas ou três frases para uma matéria envolvendo mais participantes. Nestes casos coloco no início o link para a matéria como opção.
Matéria excelente. Como é de praxe, vc ressaltou os aspectos mais relevantes aos quais os novos pequenos empreendedores devem dar atenção. Isso me fez lembrar uma empresa da qual fui sócio. Éramos quatro sócios. Tínhamos histórias de sucesso em vendas de anúncios da lista telefônica amarela, um dos empregos, na época, mais bem pagos no Brasil. Eu tinha uns 20 anos e os meus três sócios bem mais de 30.
Apesar dos meus protestos, alugamos um conjunto de salas ótimas, contratamos duas secretárias (também "ótimas") e mandamos imprimir cartões de visita em papel linho, caríssimos. Móveis novos, duas máquinas de escrever IBM elétricas, salas acarpetadas, impressos com a nossa marca, grande estoque de artigos de papelaria, blocos para tomar pedidos, contratos impressos. Pretendíamos explorar publicidade em cinemas (nos programas que eram entregues na entrada, e nas telas) e em eventos públicos.
Admitimos muitos vendedores, à base de comissão sobre as vendas (nós, apesar de sermos ótimos vendedores, não fomos para a rua, ficamos na gerência, afinal éramos os donos do negócio!!!). Nada funcionou a contento. Seis meses depois fechamos as portas, e eu, o único solteiro, ainda tive que bancar a rescisão trabalhista das secretárias, porquanto os outros estavam na lona! Vendi os móveis e máquinas por qualquer dinheiro. Os blocos de pedidos e contratos foram para o lixo.
Paguei caro pela experiência. Dei azar, você ainda estava na creche, se eu tivesse lido a entrevista que vc concedeu para a Revista Empreendedor...
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.