22/07/2003
Quando um portal está contido num portal maior
por Mario Persona
Quando um portal está contido num portal maior
O conhecido portal na Internet foi concebido como se fosse um shopping center da informação. O problema é que a própria Internet é um portal maior. E aí?
Num shopping existe a praticidade de se estacionar uma só vez e fazer tudo o que precisa, porque ele está em um mundo físico. O portal foi inventado seguindo a mesma idéia, só que na Internet você está equidistante de qualquer lugar. Não existem retas, menores distâncias entre dois pontos, porque todos os pontos se sobrepõem.
Então a idéia do portal se dilui. Por que eu iria querer ir a um lugar onde tem o jornal A, a revista B ou o chat C, se basta um Google para eu achar tudo isso e muito mais? Uma vez descobertas minhas escolhas, meu portal acaba sendo meu menu de "Favoritos" do browser.
O modelo de negócio do portal, que era de ganhar em propaganda pelo tráfego, também desaparece, já que a idéia do portal como uma grande página de classificados não funciona. A grande página de classificados é a própria Internet. Por que eu me limitaria a meia dúzia de opções se estou com o mundo inteiro nas mãos?
Outro problema é a mesmice. A onda de portais trouxe a idéia de que é preciso ter tudo para todos. Então todos acabaram querendo oferecer um pouco de tudo para todos e fica todo mundo igual.
Um amigo recentemente sugeriu que eu colocasse um clip de notícias em meu site ou blog, mas declinei da idéia justamente porque ninguém irá querer ir no meu site para ler notícias. Não é meu negócio. Preciso ser diferente para conquistar uma atenção também diferente, ou não tenho lugar.
Sugestão de Pauta: Seria o foco e a especialização um trunfo nas mãos de empresas que utilizam a Internet como diferencial?
Respostas: 1 Pessoa comentou. E você, qual é sua opinião?
Mas se eu estou lendo o seu blog e de repente...tchan ran! Uma notícia que me chama a atenção? Tá, eu também não colocaria no meu. Pra que? Santo Google existe pra isso.
"Ser
alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen
Curioso para
saber quem sou? Ok, você pediu. Para
poupá-lo, vou começar nos anos 70.
Após a fase mauricinho, virei hippie.
Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em
festivais, vivi 3 anos só de
macrobiótica e vesti bata de algodão de
saco de farinha. Despojamento exterior de
um Gandhi, mas vivendo como a rainha da
Inglaterra, PAItrocinado
no conforto de um apê só meu no
Guarujá e faculdade particular em Santos.
Fim dos anos 70, desenhista, designer de
ambientes e cartunista, recém formado
arquiteto, metido em movimentos de
contracultura e volta à natureza, fui
morar no mato. Comprei um sítio após
uma tentativa frustrada de morar numa
comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram
3 anos cantando "Refazenda",
criando carrapatos, plantando mato e
comendo arroz integral com gersal.
Foi também no fim dos 70 que nasci de
novo, após três anos errando à procura
de um sentido para a vida em filosofias
do extremo oriente. Minha procura
terminou no oriente médio e os anjos
ficaram alegres.
Voltei à civilização para continuar a
carreira de arquiteto. Tive escritório
de arquitetura, fui vendedor de materiais
de acabamento, negociador no Banco Itaú
e Cia do Metrô, editor de publicações
cristãs da Verdades Vivas, tradutor
técnico e diretor de comunicação e
marketing da Widesoft.
Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996
criei meu primeiro site, o bilíngüe True Stories,
seguido do trilíngüe Chapter-A-Day.
Trabalhando na Widesoft, criei a
comunidade Widebiz
e ultimamente mantenho alguns blogs, como
este CAFE,
o biográfico Quero Contar
e o devocional O Pintor em Minha
Janela.
Descobri o ócio criativo e faço que
gosto trabalhando em casa. Meus clientes
nunca iam ao meu escritório nem
eu por isso decidi assumir o
modelo home-office, conectado a um
atendimento profissional, empresas
parceiras, ao meu filho Lucas Persona
e aos meus clientes.
Adotei o modelo futuro no presente.
Ao lado de minha mesa fica a poltrona de
meu filho Pedro, que passa o dia
escutando música. Quem é Pedro? Esta é
uma outra história que você encontra no
livro "Uma Luta
pela Vida",
de minha filha Lia
Persona, ou acompanhando
o blog Quero Contar
.