Menos Narciso, mais Madre Teresa
por Mario Persona



Narciso era um jovem grego cujo iPod era seu espelho: não desgrudava dele. Com fones conectados diretamente nos globos oculares, só tocava MP1. Isso mesmo, nem emepê dois, nem três, só um.


Já sua vizinha nascida na Macedônia, Agnes Gonxha Bojaxhiu, não tinha iPod. O que mais escutou a vida inteira foram os gemidos de velhos, cegos e leprosos de Calcutá que a chamavam de Madre Teresa. O que ela tem de comum com Narciso? O marketing pessoal.

De milhares de pessoas que visitam meus sites todos os meses, 91% chegam via links de terceiros ou sites de busca, sendo marketing+pessoal a expressão ou palavra-chave que mais gente traz. Marketing pessoal nada mais é do que identificar, necessidades e desejos das pessoas, analisá-las e atendê-las. E a melancia no pescoço? É melhor comer, ou vai feder.

Ao contrário do que muitos pensam, marketing pessoal não é autopromoção, embora, como vemos nos famosos “Quatro Pês” ensinados no curso primário das escolas de marketing, promoção é um dos componentes, mas neste caso não é nem de longe o principal. No marketing pessoal o foco começa no produto, mas não um foco de Narciso.

É que sem um bom produto nem adianta você tentar conquistar o mercado e ser lembrado. Para ter um produto campeão, sua linha de montagem já deveria ter começado lá atrás, no berço, no caráter e na educação. Se não começou, você ainda pode adotar ações corretivas.

Marketing pessoal é um marketing de conseqüências, uma colheita daquilo que plantamos. A diferença que existe do marketing empresarial ou de produto é que nestes você pode simplesmente fechar a empresa e abrir outra, ou mudar a marca do sabão. O “Sabão X” deixava manchas? Não tem problema, a gente troca pelo “Sabão Y” com nova fórmula.

Mas não dá para fazer o mesmo com você. Ao contrário do que acontece com produtos, não dá para substituir por outro. E muito tempo depois de você sair do mercado, a lembrança do foi ou fez continuará viva pela impressão indelével que deixou.

Daí a importância de uma abordagem de marketing pessoal focada na pessoa, sua integridade, suas atitudes, sua postura, sua… tudo! Porque cada ação irá gerar uma reação em alguém. Boa ou ruim. Foi o que eu disse no final de uma entrevista:

“A regra de ouro do marketing pessoal é fazer aos outros o que você gostaria que fizessem com você. Quando entendemos que “marca” é aquilo que deixamos nos outros — que pode ser um vergão ou um beijo –, passamos a cuidar melhor de nosso marketing pessoal, que vai estar menos para Narciso e mais para Madre Teresa”.

Onde saiu? Na edição de 30 anos da TAM Magazine. Isso mesmo, a TAM, daquele Comandante… como era mesmo o nome dele? Ah, sim, é claro que você sabe. Pois é, isso é marketing pessoal.

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Guia de Boas Maneiras para Viajantes
BARBARA RONCHI DELLA ROCCA

Quem diria, os primeiros manuais de boas maneiras nasceram no estilo SPH (Só Para Homens)… É que foram eles os primeiros a ambicionar a ascensão social. Assim, regrinhas de boa educação estão ligadas à história econômica-política, religião, moral e estética de cada cultura! E isso, realmente, não tem nada a ver com frescura!

Filósofos ilustres como Erasmo de Rotterdam, John Locke e Santo Agostinho, assim como estadistas como Lord Chesterfield e historiadores como Arthur Schlesinger se interessaram sobre o tema: ser mais ou menos educado estabeleceu, desde logo, uma verdadeira classificação social. Não nos esqueçamos que boa parte da vida privada do passado só pôde ser reconstituída através de escritos de não tão famosos escritores que reproduziram a vida em sociedade, descrevendo comportamentos ditos aceitáveis ou inaceitáveis.

É nesse espírito que nasceu o GUIA DE BOAS MANEIRAS PARA VIAJANTES, de Bárbara Ronchi della Rocca, italiana especialista em etiqueta que idealizou roteiros de diversos países para nos falar sobre detalhes interessantes e engraçados sobre a cultura de cada país: aquilo que pode ser educado para nós, em qualquer parte do mundo pode revelar-se um grande mico!