Nunca perca a esperança
por Mario Persona



Nunca perca a esperança

Ufa! 2003 está chegando ao fim. Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi, diria o Roberto. Agora não é hora de lamentar as perdas e danos, mas melhorar as metas e planos. Porque tem um ano novinho em folha logo ali, cheinho de oportunidades para você pegar ou largar.


Quer ver como fica fácil de encarar isso? Imagine que você dormiu 2003 inteirinho e agora acordou. Teve sonhos e pesadelos, é inevitável. Mas o que você faz quando o despertador do último dezembro toca? Descobre que é feriado, vira para o outro lado e se propõe a sonhar. Sonhos bons, desta vez. Porque sonhos existem e se concretizam muito antes de inventarem o Matrix.

Quer ver? Então vou ceder meu lugar neste boletim para o editorial que minha filha Lia Persona escreveu para a Revista Expressão Regional. Ela fala do livro que escreveu baseado em sua experiência com o irmão Pedro , o qual teve uma influência tremenda em sua vida e carreira.

Lia Persona teve seu sonho concretizado e vai contar como isso aconteceu. Não consegui encontrar uma mensagem melhor para encerrar o ano e desejar a você um ano novo e cheio de esperança. Ainda que você perca tudo, a esperança permanece.

Um feliz 2004 para você.

Mario Persona


Nunca perca a esperança

Escrever é como compor. Assim como as notas musicais, as palavras são escolhidas e ordenadas em uma seqüência inédita transmitindo mais do que uma mensagem. Transmitem emoções. Sozinhas, palavras são como notas musicais, têm pouco valor. Entretanto, quando enxergamos o conjunto – a união de muitas palavras, ou notas musicais – surge a história, a sinfonia, o equilíbrio e a harmonia. A vida é assim.

Às vezes perdemos a esperança porque enxergamos apenas uma partícula de nossas circunstâncias. Falta paciência para esperar e fé para acreditar. Sem falar em persistência, vontade e determinação para fazer algo que possa beneficiar outros.

Como gosto muito de escrever, e a enfermagem é minha paixão, propus unir ambos. Incentivada por um concurso literário promovido pelo COFEN (Conselho Federal de Enfermagem), resolvi escrever um livro. Resolvi arriscar… Como não me arrependo de ter arriscado! Como foi bom ter sonhado!

Meu livro foi selecionado dentre 650 trabalhos inscritos. Quando recebi a notícia quase desmaiei! Sonhar é muito bom, mas ver um sonho realizado é maravilhoso. Mal acreditava no que vi no site do COFEN: “Temos o prazer de anunciar, que após árduo trabalho, sagrou-se como vencedor o romance UMA LUTA PELA VIDA, da autora e Técnica de Enfermagem LIA PERSONA.”

Não era sonho, era real. O meu primeiro livro tinha sido escolhido por autores da Academia Brasileira de Letras para figurar na Coleção Anjos de Branco ao lado de obras de autores como Patch Adams e Maureen Mylander, Antonio Olinto, José Louzeiro, Helena Parente Cunha, Carlos Nejar, Arnaldo Niskier e Marcos Santarrita. De repente tudo ficou tão real, tão próximo, tão possível!

Assim são nossos sonhos quando se realizam. Demoramos para acordar para eles. Pensamos que não passam de um engano ou de uma alucinação. Mas, não. Eles são reais! Tão reais quanto sempre foram em nossa imaginação.

Nunca deixe de sonhar, nunca desista dos seus sonhos, mesmo que não consiga compreender seu momento ou circunstâncias. Elas podem ser apenas partículas – letras, palavras ou notas musicais – de um conjunto maior. Um romance ou uma sinfonia.

Lia Persona
autora de “UMA LUTA PELA VIDA” – à venda no Clube de Autores




Uma luta pela vida – Lia Persona
Este livro escrito por minha filha é um romance baseado em fatos reais (a história de Pedro) e ganhou o prêmio do concurso literário promovido pelo COFEN. Enquanto ela escrevia eu li apenas o primeiro capítulo, mas depois de publicado li o livro todo em uma noite. Sou suspeito de dizer que a leitura é apaixonante. José Louzeiro, da Academia Brasileira de Letras, faz o seguinte comentário sobre “UMA LUTA PELA VIDA”: “Entre cuidar do garoto e registrar o dia-a-dia de seu trabalho, firma-se curiosa relação: ela dialoga com o ‘Diário’ com se falasse a seu paciente. Esse inteligente recurso é, por si, revelador do talento inventivo de Lia Persona, que consegue exercitar uma narrativa marcada pelo mais profundo conteúdo humano”. O prefácio é escrito por outro acadêmico, o escritor Antonio Olinto.