Hoje é meu último dia na Casa Contêiner. Meu e de muita gente: os 7 outros participantes, jornalistas, e toda a equipe da Lemos Britto, que deu mais um show de organização.

Não apenas com esta casa, mas principalmente na Casa Inteligente Inclusiva, onde aconteceram momentos de comoção quando pessoas com dificuldades puderam, pela primeira vez, se expressar e se comunicar de novas maneiras ou perceber o mundo ao redor com a ajuda das novas tecnologias.

Na verdade, os três edifícios idealizados por Lemos Britto se complementam em um mesmo propósito: viabilizar o trabalho de formas nunca antes sonhadas, com o auxílio de novas tecnologias.

É claro que hoje à noite, quando a gente for despejado daqui, muita gente continuará trabalhando e passará a noite assim. Arquitetos, decoradores e técnicos precisarão desmontar uma criação que só se perpetuará nas centenas de fotos tiradas para arquivos, jornais, sites e revistas de arquitetura e decoração. Permanece, porém, o talento agregado dessa nova experiência.

Quanto a mim, vai ficar a saudade de ter participado de uma experiência inovadora. Não que viver numa casa cheia de câmeras e repórteres seja algo novo. Não é. Mas a proposta que permeou este projeto é e merece o meu aplauso. Alguém deu o pontapé inicial na bola da valorização do trabalho em casa e do uso das novas tecnologias. Viável, racional e inteligente, essa modalidade deve crescer com as constantes terceirizações e o novo perfil do profissional, mais flexível e pronto para saltos radicais.

Vou pedir licença à jornalista Tarcisa Aquino, do jornal O Popular de Goiânia, que esteve conosco e traduziu um pouco dessa experiência com os olhos de quem não fazia parte da equipe cobaia:

“Em um dia de convívio deu para sentir que todos tiraram de letra a tarefa de usar a rede para transformar idéias em projetos e projetos em dinheiro em seus diferentes cantos de atuação… Eles pesquisaram, se conectaram com parentes e clientes e até se mostraram disciplinados – o que acabou dificultando minha tarefa como repórter. Afinal eu não estava lá para atrapalhar… No quesito desenvoltura profissional, todos os participantes mostraram ter trabalho no sobrenome e se entrosaram perfeitamente.”

Se quiser ler detalhes do dia-a-dia da casa, sugiro que acesse o site da jornalista Fernanda do Coutto Riberti no Imprensa WEB e leia o Diário de Bordo, que deve virar livro pela mesma autora. Continuarei passando minhas impressões neste blog incluindo fotos e notícias dos participantes. Foi uma grande experiência de amizade, respeito e ética profissional. Alguns novos negócios já começam a ser alinhavados a partir idéias e parcerias surgidas ali. E hoje você encontra a experiência da Lemos Britto em vários jornais e sites no Brasil e no exterior.

Para não perder o costume, publiquei aqui ontem mais um causo que tem tudo a ver com a experiência que acabo de passar. “Nem tudo é líquido e certo. Ainda bem.” É o meu tributo a centenas de profissionais que permitiram que viabilizaram o projeto. Boa leitura e bons negócios.