O conhecido portal na Internet foi concebido como se fosse um shopping center da informação. O problema é que a própria Internet é um portal maior. E aí?
Num shopping existe a praticidade de se estacionar uma só vez e fazer tudo o que precisa, porque ele está em um mundo físico. O portal foi inventado seguindo a mesma idéia, só que na Internet você está equidistante de qualquer lugar. Não existem retas, menores distâncias entre dois pontos, porque todos os pontos se sobrepõem.
Então a idéia do portal se dilui. Por que eu iria querer ir a um lugar onde tem o jornal A, a revista B ou o chat C, se basta um Google para eu achar tudo isso e muito mais? Uma vez descobertas minhas escolhas, meu portal acaba sendo meu menu de “Favoritos” do browser.
O modelo de negócio do portal, que era de ganhar em propaganda pelo tráfego, também desaparece, já que a idéia do portal como uma grande página de classificados não funciona. A grande página de classificados é a própria Internet. Por que eu me limitaria a meia dúzia de opções se estou com o mundo inteiro nas mãos?
Outro problema é a mesmice. A onda de portais trouxe a idéia de que é preciso ter tudo para todos. Então todos acabaram querendo oferecer um pouco de tudo para todos e fica todo mundo igual.
Um amigo recentemente sugeriu que eu colocasse um clip de notícias em meu site ou blog, mas declinei da idéia justamente porque ninguém irá querer ir no meu site para ler notícias. Não é meu negócio. Preciso ser diferente para conquistar uma atenção também diferente, ou não tenho lugar.