Li a opinião de alguém de que um banner funcionaria como um outdoor, nem tanto para levar pessoas a clicar neles, mas como forma de expor uma marca. Será?
Acredito que o banner possa funcionar como um outdoor em alguns casos, mas seu efeito é infinitamente menor do que aquele obtido por um outdoor. O que aconteceria se as pessoas saíssem de casa só para observar o tráfego, conhecer novas marcas de carros, ver pessoas dirigindo…? O outdoor teria seu efeito diminuído. Mas como o tráfego é a coisa mais chata que existe, nossa mente fica ávida por algo que quebre sua monotonia, e lá está o outdoor fazendo seu papel.
Para os antigos “internautas” (você se lembra da época em que existiam internautas?) que ficavam “surfando” (você se lembra da época em que as pessoas surfavam na Internet?), olhar para banners era como olhar para outdoors. À medida que as pessoas passam a usar a Internet com objetivo – vão em busca de algo definido, não estão passeando – o banner é um intruso que acaba sendo bloqueado pela mente, pois meu interesse está no tutano.
E o tutano são os textos, o conteúdo, a informação que irá gerar conhecimento. Ou as pessoas, com as quais posso interagir online. Ou a busca por preços e características de produtos – que acabam sendo comprados ou não on-line – apenas para mencionar a ponta do iceberg da Internet. O movimento mesmo vai aumentando no uso da rede como rede mesmo, como ambiente de processamento de dados ou troca de informações entre máquinas.