Gente, minha memória está péssima! Estou buscando em todos os cantos um neurônio que revele com exatidão o que o Philip Kotler respondeu e não consigo! O negócio é inventar. Mas só um pouquinho.
Minha pergunta você leu neste blog, em 16/07/03. Se não leu, é bom ler, além dos excelentes comentários que enriqueceram o tema. Bom, em suma, o que o Kotler respondeu foi que precisamos entrar em um outro nível de CRM (Customer Relationship Management ou Gestão do Relacionamento com o Cliente) para conseguir isso.
Se nos basearmos apenas em estatísticas e números podemos errar. Segundo ele, tecnologia para isso já existe. Só falta usar. De qualquer modo ele falou muito mais, só que vou precisar continuar tentando obter a íntegra da resposta a partir da gravação feita pela HSM no evento. Aí fica tudo explicadinho.
Porque memória eu não tenho mesmo. Isso ajuda na criatividade, pois sou péssimo plagiador. Preciso inventar. É comum ler algo aqui e ali e lembrar de uma ou duas palavras, ou uma frase curta. Você talvez identifique em meus textos algum pensamento que não seja meu, que acabou incorporado de leituras feitas não sei quando nem onde. Mas dificilmente consigo me lembrar de um parágrafo inteiro, palavra por palavra. Quatro parágrafos, então! Uau! Isso já é coisa de gênio.
Este, por exemplo, que escreveu o artigo Um consultor precisa vender? tem excelente memória. Segundo uma outra página que encontrei na web com o mesmo artigo, ele teria sido extraído de www.jt.estadao.com.br. O autor conseguiu se lembrar de quatro parágrafos de minha crônica Palanque Profissional.
Isso me faz lembrar daquela piada (piada eu lembro, se for curta), da velhinha em programa de calouros: “Quantos anos a senhora tem?” perguntou o apresentador. “Noventa e oito” respondeu a velhinha. “O que a senhora vai cantar?” perguntou ele. “O meu primeiro amor”, respondeu ela. “Puxa! Que memória!” exclamou o apresentador.
Não é a primeira vez que isso acontece. No caso do artigo com o título Quem é seu cliente, o padrinho resolveu reescrever com suas palavras a história do Toshiro que saiu originalmente no boletim WideBiz Week de julho de 2000 com o título de CRM de Mercearia. Este texto já foi usado em cursos de pós-graduação da FGV para ilustrar CRM, e está em meu livro Receitas de grandes negócios com o título de “Rodízio Japonês”.
Já no artigo Comendo o boi aos bifes, que o índice do site diz ter sido extraído da revista Computerworld de 9 de novembro de 2001 (mais de um ano depois que escrevi), o Toshiro virou Joaquim e o autor acrescentou um texto antes, outro depois, e mudou o título do artigo e a nacionalidade do comerciante.
O fato da colagem de meu texto, que representa uns 40% do total, estar em itálico pode indicar uma citação, porém sem qualquer referência à origem. Além disso, vamos e convenhamos, 40% de um artigo é um pouco demais para uma citação. Se eu escrever um livro de 100 páginas e encher 40 delas com um texto de outro autor… Na época em que fui informado deste (também por um leitor que reconheceu o texto) enviei um e-mail à revista solicitando créditos, porém não obtive resposta.
Descobri o mesmo texto publicado na íntegra em outros sites e numa revista, os quais já tiraram do ar. Ele ainda pode ser encontrado na Internet em monografias onde ao menos tiveram a fineza de incluir a observação “autor não identificado”. Depois disso resolvi escrever uma crônica sobre o assunto: Sequestros autorais.
O interessante disso tudo é que em meu site eu ofereço minhas crônicas para quem quiser publicar (contanto que não sejam vendidas). Em qualquer um dos casos que citei, essas pessoas poderiam ter publicado na íntegra ou em parte sem problema algum, contanto que não assumissem sua autoria. Precisa copiar?
Alguém poderia alegar, como o gerente de marketing de uma empresa alegou, após publicar um texto meu como de sua autoria numa revista, que recebeu aquilo de alguém por e-mail – este é o único spam que não condeno :)) –, sem autoria. Ok, então é de “autor desconhecido” ou “não identificado”.
Tudo bem, cada vez que isso acontece, fico mais feliz pois descubro que não é só minha mãe que lê minhas crônicas. Outras pessoas lêem: os leitores que me avisam da existência de plágios (foi o que ocorreu em todos os casos acima) e o plagiador, que gostou tanto que adotou o filho como seu. Isso é amor!