Na última semana falei sobre gestão de mudanças em dois workshops para um público próximo de quinhentas pessoas. Promovido pela ACIT – Associação Comercial e Industrial de Taubaté, tratava-se do 5º Congresso de Lideranças do Cone Leste Paulista, aberto na noite de quinta com uma palestra de primeira: Carlos Alberto Júlio, presidente da HSM.

Depois da palestra do Júlio, alguns participantes juravam ter visto um jacaré rastejando pelo gramado próximo, mas era só o Mario Persona com sua auto-estima transformada em baixa-estima. Depois do Júlio, não tinha sobrado muito para eu fazer ali. O jeito foi acreditar que eu ainda podia ser o segundo melhor palestrante, tipo prêmio de consolação para servir de motivação. Foi quando me avisaram que, além de nós dois, falariam também a Dulce Magalhães e o César Romão.

Surpreendente. Assim foi o Fórum Mundial de Marketing e Vendas da HSM em São Paulo. A HSM, que já exporta eventos para a Europa, América do Norte e América Latina, trouxe para o Brasil ninguém menos que Philip Kotler, John Stanton, Heinz Goldmann e Roger Blackwell, além dos brasileiros Júlio Ribeiro e Nizan Guanaes que já estavam aqui.

Pude rever e almoçar com o Carlos Alberto Júlio, e também com o Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Piauí e diretor da indústria e lojas Samira. No segundo dia almocei com Raúl Candeloro, editor da revista Venda Mais e diretor da Editora Quantum, que está com o assunto certo para o momento exato: Revista MULHER Executiva.

Fui para o Fórum Mundial empenhado em fazer uma cobertura do evento para a Imprensa WEB, mas, cronista que sou, decidi fazer isso de uma maneira diferente. Em meus próximos textos vou tomar emprestado o conhecimento que foi derramado ali como leiteira que ferve quando a gente não está olhando e transformá-lo em crônicas. Já que plágio é copiar o pensamento de um único autor, e pesquisa científica é copiar de muitos autores, por favor, enxergue este meu trabalho como de pesquisa.

No do site Intermanagers há um resumo do evento e um espaço para opiniões, onde não faltam as usuais críticas de que valorizamos demais gurus estrangeiros que vivem falando o óbvio. Os usuais comentários óbvios acerca do óbvio. Será que isso é bom ou ruim?

Interessante como valorizamos o complexo e fechamos os olhos para o simples, o ouro que se sobressai dentre o cascalho da complexidade inútil. Para se chegar ao simples – ao óbvio – muita água corre na bateia. Sob as cãs que subiram ao palco – ou sob o que restou delas – muita água rolou. É comum vermos uma nova idéia, um novo produto, uma nova estratégia, e afirmarmos: “Oras, isso até eu seria capaz de fazer!”. Mas não fiz.

O Fórum deixa três lições. A primeira, mais óbvia, é o conhecimento do simples, que precisamos ouvir repetidas vezes até ficarmos impregnados dele.

A segunda, é o próprio marketing dos palestrantes, provando que o simples vende. É claro que muitas reações em contrário tem o caráter do diálogo entre o vaga-lume e a cobra, quando o primeiro perguntou: “Se não faço parte de sua dieta, por que quer me comer?”. “Porque você brilha”, respondeu a cobra.

A terceira lição é a da organização, que deu show de bola em como transformar o simples em valor. Meus parabéns à bateia e às pepitas. Que venham outros eventos assim. Óbvio ou não, “Play it again, Sam”.

A título de introdução, aqui vai, rabiscada no hotel durante o evento da HSM, a crônica “Uma pergunta que não quer calar”. Boa leitura e bons negócios.